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Índia tem maior média mundial de leitura, diz pesquisa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os indianos são os maiores devoradores de livros do mundo, afirma uma nova pesquisa, que mostra que eles dedicam em média 10,7 horas por semana à leitura, o dobro do tempo gasto pelos americanos. O ranking de atividades culturais foi preparado pela consultoria NOP World, que entrevistou 30 mil pessoas em 30 países entre dezembro de 2004 e fevereiro de 2005. O Brasil foi incluído entre as 30 nações estudadas e ficou em 27º lugar na lista, com uma média semanal de leitura de 5,2 horas. Analistas disseram que livros de auto-ajuda e motivacionais poderiam explicar a razão dos altos índices de leitura na Índia. Menos TV O tempo empenhado em leitura significa menos horas diante da TV ou ouvindo rádio – a Índia ficou em 27º do ranking dos que mais acompanham esses dois meios de comunicação. A pesquisa, que leva em conta consumidores de mais de 13 anos de idade, indica que a Tailândia e a China estão, respectivamente, em segundo e terceiro lugares no ranking de leitura – em que é computado o tempo gasto lendo livros, jornais e revistas.
Os americanos e britânicos alcançaram uma média de apenas metade das horas de leitura dos indianos. Já os japoneses e coreanos tiveram médias ainda mais baixas (4,1 horas e 3,1 horas por mês, respectivamente). R Sriram, diretor executivo da rede de livrarias indiana Crosswords, afirmou que as pessoas no país têm muitas iniciativa e que a leitura "é uma parte fundamental de sua existência". "Eles colocam ênfase na leitura, é por isso que se dão bem na educação em universidades no exterior", explicou ele à BBC. Sriram acrescentou que, antigamente, os indianos buscavam sabedoria e conselhos em seus pais, mas que agora o fazem por meio dos livros. O editor e escritor indiano Tarun Tejpal disse que a pesquisa só faz sentido se excluir o alto número de analfabetos. Dados oficiais indicam que mais de um terço dos indianos na zona rural e 15% daqueles nas cidades ainda não sabem ler. |
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