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Zapatistas 'convocam' tropas no México | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em Chiapas, no sudeste do México, um comunicado atribuído ao subcomandante Marcos diz que o Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) está em "alerta vermelho". Depois de oito anos de relativo silêncio, o grupo guerrilheiro anunciou "ações futuras". "A partir do dia de hoje, o EZLN decretou, em todo o território rebelde, um alerta vermelho", diz o comunicado datado desta segunda-feira, 19 de junho. O anúncio coincide com uma operação do Exército mexicano que destruiu 44 áreas de plantio de maconha "dentro da área de influência do grupo rebelde autodenominado EZLN". As autoridades dizem que a droga destruída estava localizada em território zapatista, mas não vincula diretamente o grupo à droga. Fileiras rebeldes Segundo o comunicado difundido pelo site dos rebeldes, a liderança do EZLN determinou, sem fornecer razões, "chamar às fileiras todos os seus membros a fim de manter aquarteladas todas as suas tropas regulares". O EZLN também determinou o fechamento e evacuação das chamadas "juntas de bom governo" de cinco localidades "autônomas rebeldes" con presença zapatista. O comunicado exime todas as pessoas e organizações que apoiaram o grupo desde o seu surgimento, em 1994, das ações empreendidas pelo EZLN. "O EZLN exime formalmente a essas pessoas de qualquer responsabilidade nas ações futuras do EZLN e para elas exigimos tratamento de população civil e respeito à sua vida, à liberdade e aos bens, por parte das forças governamentais". Ainda nesta segunda-feira, em um outro comunicado, o subcomandante Marcos critica duramente o prefeito da Cidade do México, Andrés Manuel López Obrador, favorito nas próximas eleições presidenciais. Segundo o líder guerrilheiro, o prefeito representa o projeto neoliberal que sempre criticou. López Obrador não foi o único na mira dos ataques do subcomandante Marcos, que fez críticas à toda classe política mexicana. O EZLN iniciou um levante armado em 1º de janeiro de 1994, mas dez dias depois declarou um cessar-fogo que vigora até o momento. O grupo se envolveu em negociações com o governo, que foram suspensas em 1996. |
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