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México arquiva processo contra prefeito | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A procuradoria-geral do México decidiu arquivar nesta quarta-feira um processo contra o prefeito da capital do país, Andrés Manuel López Obrador, pela acusação de desacato a uma ordem judicial. O caso provocou uma crise política no México, com alegações de que a intenção no processo era afastar López Obrador, político mais popular do país no momento, das eleições presidenciais do ano que vem. O Congresso chegou a cassar a imunidade de López Obrador, levando um milhão de mexicanos às ruas em manifestações de apoio ao prefeito. A Procuradoria disse que embora considerasse o político como "provável culpado" pelo desacato, não seguiria adiante com o processo por "falta de clareza" quanto à punição para a infração. López Obrador sempre disse que o caso era um complô dos seus adversários para impedi-lo de disputar a Presidência. A queda do procurador-geral Rafael Macedo de la Concha, na semana passada, foi atribuída à crise gerada pelo processo contra o popular prefeito. Ao anunciar a saída de De la Concha, o presidente do México, Vicente Fox, disse que não ia "impedir ninguém de participar da disputa presidencial do ano que vem". Fox e López Obrador têm uma reunião prevista para esta sexta-feira, na qual o processo eleitoral de 2006 deverá ser um dos principais assuntos. "Não haverá vencedores nem vencidos, porque será um encontro para conversa e não para debate", disse o prefeito, antes do anúncio da procuradoria-geral. |
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