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Congresso mexicano cassa imunidade de prefeito | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Congresso mexicano aprovou o fim da imunidade do prefeito da Cidade do México, Andrés Manuel López Obrador, considerado o político mais popular no país atualmente. Com a decisão, Lopez Obrador poderá ser afastado do cargo e impedido de concorrer à Presidência, uma vez que, pelas leis mexicanas, uma pessoa que está sendo indiciada não pode votar ou concorrer a cargos públicos. A cassação da imunidade – apoiada por 360 dos 489 deputados presentes – foi pedida pela Procuradoria-Geral da República por causa de uma suposta recusa do prefeito em acatar uma ordem judicial. O prefeito diz que está sendo vítima de uma "uma conspiração para retirá-lo da corrida presidencial". Pesquisas de opinião indicam que ele é o favorito para suceder o presidente Vicente Fox, nas eleições de julho do próximo ano. Manifestação de apoio Antes da decisão do Congresso, cerca de 100 mil pessoas responderam a uma convocação do prefeito e se reuniram na Praça de Zocalo, a principal da Cidade do México, para expressar apoio a ele. Durante a manifestação, Lopez Obrador havia anunciado que disputaria as eleições presidenciais mexicanas do ano que vem, pelo esquerdista Partido da Revolução Democrática. Falando à multidão, Lopez Obrador disse que concorrerá a uma nomeação por seu partido “esteja onde estiver“, mesmo se estiver na prisão. Em entrevista à BBC, o assessor jurídico de López Abrador, Álvaro Arceo, disse que, se for processado, o prefeito fará sua própria defesa, sem recorrer a advogados. De acordo com Arceo, o prefeito também decidiu não fazer uso de seu direito de ser libertado mediante pagamento de fiança. |
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