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Obras de Krajcberg ganham exposição ao ar livre em Paris | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Começou nesta terça-feira no Parque de Bagatelle, em Paris, a exposição Diálogos com a Natureza, do artista brasileiro Frans Krajcberg. Suas esculturas monumentais são expostas pela primeira vez ao ar livre na França. As obras de Krajcberg são feitas com troncos de árvores queimados e outros “restos mortais” da natureza que ele recolhe na Amazônia e em outras partes do país. Suas esculturas, que denunciam a morte da natureza causada pelo homem, contrastam com a exuberância da vegetação do Parque de Bagatelle. Krajcberg se transformou num símbolo na luta pela preservação do meio ambiente e sobretudo da floresta amazônica. Nazismo e natureza Judeu polonês que integrou o exército de seu país durante a Segunda Guerra, Krajcberg se exilou no Brasil em 1948 e foi naturalizado brasileiro em 1958, ano em que ganhou o prêmio de melhor pintor na IV Bienal de São Paulo. O escultor associa os horrores do nazismo à destruição da natureza. O artista afirma que suas obras são um “grito de revolta” contra a devastação das florestas e as agressões que o homem comete contra o meio ambiente. “Tento mostrar como é a morte. E gritar cada vez mais para que não destruam a Amazônia”, diz. Krajcberg afirma que no mundo todo se fala cada vez mais sobre a necessidade de se preservar o meio ambiente. “Mas vemos que por todos os cantos a destruição continua. Como vai ser a vida nesse planeta? A minha exposição ocorre no momento certo para mostrar o que está acontecendo com a natureza”, diz Krajcberg, que apesar de seus 84 anos ainda percorre a Amazônia. Fundo sonoro Além das esculturas com troncos de árvores queimados expostas ao ar livre, a exposição “Diálogos com a Natureza” também mostra pinturas e fotografias feitas por Krajcberg. Em uma das salas do castelo do Parque de Bagatelle há fotos da “vida na natureza”, como flores, pássaros e insetos. Nos últimos 20 anos, Krajcberg, que mora em Nova Viçosa, no sul da Bahia, fotografou inúmeras paisagens em todo o Brasil, principalmente áreas que sofreram desmatamentos. Em outra sala no castelo são expostas fotos de queimadas nas florestas. Um fundo sonoro reproduz o som da madeira crepitando no fogo. O escultor brasileiro possui um ateliê em Paris e também um pequeno museu com seu nome, situado no bairro de Montparnasse. A exposição Diálogos com a Natureza vai até o dia 16 de outubro no Parque de Bagatelle. Nesse mesmo parque, situado no oeste de Paris, o aviador Alberto Santos Dumont realizou uma série de vôos, inclusive com o célebre 14 Bis, em 1906. |
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