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Bósnia envia grupo multiétnico de soldados ao Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Tropas da Bósnia-Herzegovina estão a caminho do Iraque para dar apoio às forças da coalizão lideradas pelos Estados Unidos. Uma unidade militar bósnia deve ser enviada para a cidade de Falluja. Cerca de 36 soldados formam a primeira unidade de militares bósnios, que tem representantes dos três principais grupos étnicos: muçulmanos, sérvios e croatas. Reformas militares recentes na Bósnia se concentraram em reconciliação. O Acordo de paz de Dayton, que acabou com a guerra da Bósnia em 1995, deixou o país dividido em duas entidades. Uma controlada pelos sérvios bósnios e outra, por uma federação croata-muçulmana. Cada entidade tem seu próprio Exército, sistema tributário e força policial. Problemas Nos últimos anos, a comunidade internacional vem persuadindo, seduzindo e forçando os vários lados a apoiarem as reformas que reforçariam o Estado central, com o objetivo de melhorar a economia e tornar possível que o país entre para organizações internacionais, como a União Européia. A maioria das reformas foi aprovada. Agora existe um sistema judiciário estatal, um serviço alfandegário único, um serviço único de inteligência e uma estrutura única de defesa com um ministro da Defesa – acontecimentos significativos que uniram o país e o povo. Mas muito ainda precisa ser feito. Ninguém acredita que a reconciliação nacional foi alcançada. Ainda existem grandes problemas, como a reforma da polícia em que os sérvios bósnios, em particular, se recusam a aceitar uma estrutura nacional única. A unidade militar que segue para o Iraque é um símbolo importante de que as coisas começam a mudar, mas o processo ainda é vagaroso e doloroso para muitos. |
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