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Lula tem 'fixação' em vender carne bovina, diz Furlan | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Brasil controla cerca de 20% do mercado mundial de carne bovina, segundo o Fundo para Agricultura e Alimentação das Nações Unidas (FAO), mas o governo quer mais: “O presidente Lula tem fixação para que o Brasil venda carne brasileira no exterior”, disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan. Furlan integra a comitiva de autoridades e empresários brasileiros que viajou para a Coréia do Sul e o Japão em busca de novos negócios – em especial ligados à carne. Os sul-coreanos, assim como os japoneses, não compram o produto por questões sanitárias envolvendo a febre aftosa no Brasil. O tema foi discutido no encontro entre Lula e o presidente sul-coreano, Roh Moo-hyun, segundo Furlan. O ministro disse que foi acertado que os dois países vão intensificar a questão sanitária para que o Brasil possa no futuro ser autorizado a vender carne bovina como já se vende a de frango. ‘MP do Bem’ Outro ministro que acompanha o presidente Lula é Antonio Palocci, da Fazenda. Ele comentou que os empresários coreanos gostaram muito da ‘MP do Bem’ – a medida provisória do governo brasileiro que desonera de impostos federais as empresas que querem investir no Brasil. Palocci disse que os coreanos têm investimentos programados para o Brasil nos setores de siderurgia e eletrônicos e que serão beneficiados com a ‘MP do Bem’. Segundo o ministro, os investimentos estrangeiros no Brasil estão aumentando e o governo está criando benefícios para tornar o país mais atrativo do que países como a Índia. O governo indiano tem um esquema equivalente à ‘MP do Bem’ e estava disputando com o Brasil os investimentos que a Posco, a maior siderúrgica da Coréia do Sul e uma das maiores do mundo, quer fazer. Depois do anúncio da ‘MP do Bem’, a Posco acabou escolhendo o Brasil como destino de seus recursos. Palocci disse que o governo brasileiro vai continuar reduzindo progressivamente os impostos sobre investimentos até o final do governo. |
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