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Análise: Nova onda de violência no Iraque é de difícil explicação | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Nas últimas duas semanas, quase 400 pessoas foram mortas no Iraque, mas os especialistas têm dificuldades em explicar a escalada de violência. Os ataques mais recentes dos insurgentes se concentraram no centro e no norte do país, de forma geral. Houve ataques em diferentes partes de Bagdá, em Tikrit (cerca de 175 km ao norte) e, mais ao norte, na cidade de Hawija, perto de Kirkuk. Nos últimos dias, tem havido duros combates entre forças americanas e supostos militantes islâmicos no que é chamado freqüentemente de "oeste selvagem", perto da fronteira com a Síria. Foi desencadeada uma grande operação dos Estados Unidos contra uma rede sob suspeita de ser do muçulmano radical jordaniano Abu Musab Al-Zarqawi. Estrangeiros A violência havia acabado com a trégua que se seguiu às eleições no Iraque, no fim de janeiro. Mas em abril houve um grande aumento de ataques, especialmente suicidas. Especialistas oferecem várias explicações sobre quem está por trás da escalada da violência e por quê. Autoridades americanas agora vêem os combatentes "jihad" estrangeiros como seus inimigos mais importantes e mais cruéis, embora numericamente esses combatentes sejam superados pelos insurgentes iraquianos. A insurgência parece ter encolhido, mas suas táticas ficaram mais cruéis, segundo autoridades americanas graduadas citadas pelo Washington Post. Essas autoridades acreditam que um grupo leal ao regime de Saddam Hussein está reavaliando sua estratégia, considerando as eleições. Alguns deles parecem prontos a abandonar a violência e entrar no jogo político. Isso ajuda a explicar por que as forças americanas fizeram dos "jihadis" um alvo com um ataque em grande escala no oeste do país. Eles estão convencidos de que combatentes estrangeiros continuam a atravessar pela Síria, em direção a essa região desértica e sem lei. Muitos deles entram na rede de Zarqawi. Forças americanas têm o duplo objetivo de limpar uma área que se tornou um paraíso para islâmicos e contrabandistas e, se possível, matar ou capturar Zarqawi. Desconhecimento A visão mais amplamente compartilhada sobre por que tem havido tal escalada de violência liga isso à evolução política confusa do Iraque. Três meses regateando em torno da formação de um novo governo criaram um vácuo político que os insurgentes procuraram explorar. Agora que o novo governo tomou posse, esses grupos têm interesse em tentar abalar sua credibilidade. Mas essa é só uma teoria. O que é surpreendente, mais de dois anos depois da guerra que derrubou Saddam Hussein, é quão pouco os americanos parecem saber sobre seu inimigo. Acredita-se que há dezenas de grupos insurgentes com agendas diferentes. Algumas vezes, eles agem de forma autônoma, outras, em uma cooperação frouxa. A verdade pode ser que ninguém sabe ao certo se existe um padrão para a violência ou por que a violência flui e reflui. |
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