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Atualizado às: 27 de abril, 2005 - 14h36 GMT (11h36 Brasília)
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Maxilar de museu pode ser do mais antigo europeu

mandíbula (Foto:Torquay Museum)
A mandíbula vai passar por novos testes (Foto:Torquay Museum)
O pedaço de uma mandíbula que está em um museu na Grã-Bretanha há quase 80 anos pode ser do humano mais antigo encontrado na Europa.

A peça está no Museu Torquay, em Devon, e pertence a um espécime da Caverna de Kent, que se acreditava ter cerca de 31 mil anos.

Novos testes indicaram que o pedaço de mandíbula teria, na verdade, entre 37 mil e 40 mil anos.

A idade, porém, deixou os cientistas na dúvida se a mandíbula pertence a um espécime de Neanderthal ou ao Homo sapiens.

O fragmento deverá passar por novos testes e análises de DNA para que essa questão seja resolvida.

Verdadeiro significado

O pedaço do maxilar superior com três dentes foi descoberto na Caverna de Kent, em Torquay, em 1927, durante escavações da Sociedade de História Natural de Torquay.

Sir Arthur Keith, que era o maior anatomista britânico da época, identificou o espécime, Caverna de Kent 4, como o de um humano moderno, Homo Sapiens. Desde então, foi aceito como tal.

O verdadeiro significado do Caverna de Kent 4 não foi reconhecido até os anos 1980 quando exames com radiocarbono revelaram que ele tinha cerca de 31 mil anos.

Recentemente, porém, foi constatado que o osso tinha sido reforçado com cola, provavelmente pouco depois de escavado, o que pôs em dúvida a sua idade.

Agora, os cientistas Roger Jacobi, do Museu Britânico, e Tom Higham, da Universidade de Oxford, fizeram novos exames de radiocarbono em ossos de animais em sedimentos da Caverna de Kent pouco acima e pouco abaixo de onde o fragmento de mandíbula foi encontrado.

Isso indica que a camada de onde saiu o maxilar é de 37 mil a 40 mil atrás.

Se a mandíbula é realmente do Homo sapiens, "seria o mais antigo humano moderno já datado diretamente na Europa", segundo Higham.

"A nova data situa esse espécime nos primórdios da chegada dos humanos modernos na Europa. Tão cedo, na verdade, que nos leva a pensar se é de um homem moderno ou de um Neanderthal."

DNA

Novas pesquisas sobre a mandíbula já estão previstas com o objetivo de responder a essa pergunta.

Chris Stringer, do Museu de História Natural de Londres, e Erik Trinkaus, da Universidade de Washington em St Louis, nos Estados Unidos, vão fazer exames físicos do exemplar para ver se tem traços de humanos modernos ou de Neanderthal.

Amostras dos dentes serão enviadas ao Instituto Max Planck em Leipzig, na Alemanha, onde cientistas vão fazer exames de DNA.

Se for constatado que o pedaço de mandíbula pertenceu a um humano moderno, as implicações serão impressionantes.

"As pessoas vêm argumentando que (humanos modernos) podem ter vivido mais cedo no Leste da Europa, mas não no Oeste da Europa", disse o professor Stringer à BBC.

"Se o Caverna de Kent 4 for confirmado como um humano moderno, significa que pelo menos alguns deles realmente vieram mais cedo".

"Isso quer dizer que na Grã-Bretanha e na Europa ocidental houve pelo menos 10 mil anos de sobreposição entre Neanderthal e humanos modernos."

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