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Chanceler argentino confirma divergências com o Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Rafael Bielsa, confirmou que o governo que integra discorda da visão brasileira em três assuntos de política externa. As diferenças são sobre a definição de cadeiras permanentes no Conselho de Segurança das Nações Unidas, a escolha do candidato para ocupar a direção geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) e o ritmo de implementação da Comunidade Sul-americana de Nações. “Há 60 anos, o Brasil e Argentina pensam diferente sobre o Conselho de Segurança da ONU”, disse Bielsa. “Para a Argentina, as cadeiras devem ser rotativas e com direito até à reeleição, mas não permanentes, como quer o Brasil.” O vice-chanceler, Jorge Taiana, complementou dizendo que nao acredita que tal discórdia afete a relação com o Brasil ou a imagem do Mercosul. Café-da-manhã As declarações de Bielsa, Taiana e ainda do secretário de relações econômicas da Chancelaria (equivalente ao Itamaraty), Alfredo Chiaradia, foram feitas durante café-da-manhã, nessa quarta-feira, com a imprensa estrangeira. Bielsa reiterou que a Argentina vota no candidato uruguaio Carlos Pérez de Castillo para a direção da OMC. A declaração confirmou nota oficial divulgada na noite da véspera, negando que a Argentina teria “prejudicado” a escolha do embaixador brasileiro Luiz Felipe Seixas Corrêa para o cargo. “Essas versões nao têm fundamento porque o Brasil conhecia, desde o início, o compromisso argentino com o candidato do Uruguai”, diz o texto. A Argentina argumenta, conforme a nota e pelas palavras do chanceler, que preferia um candidato único da região e que, depois do compromisso assumido com o Uruguai, sua “segunda opção” seria Seixas Corrêa. Bielsa não comentou se concordava ou não com críticas feita ao candidato uruguaio de que ele seria um defensor da política agrícola dos países ricos. Ao falar sobre a Comunidade Sul-Americana de Nações, Rafael Bielsa confirmou as versões de que a Argentina preferia outro ritmo ao que vem sendo dado pelo governo brasileiro na hora de integrar a região. “Devemos aperfeiçoar a institucionalização do Mercosul e com o tempo também da Comunidade Sul-americana de Nações. Não se pode saltar dois metros e dez de uma vez” (no caso da comunidade). |
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