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Atualizado às: 18 de abril, 2005 - 20h38 GMT (17h38 Brasília)
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Milhares aplaudem fumaça de chaminé do Vaticano

Populares espiam a chaminé da Capela Sistina
Milhares estão fazendo plantão à espera do novo papa
Por alguns segundos, as cerca de 15 mil pessoas que passavam frio na Praça São Pedro se esqueceram dos sinos.

Todos viram uma fumaça branca, tímida, saindo da chaminé da Capela Sistina, que foi o centro da atenção dos turistas e fiéis durante duas horas e meia antes do tão aguardado sinal.

Muitos aplaudiram, outros gritavam: "Não é possível", mas ninguém conseguiu tirar os olhos da chaminé, até que uma fumaça densa, desta vez preta, começou a invadir o céu.

Nem por isso os aplausos cessaram ou a emoção diminuiu.

O brasileiro José Silvano de Oliveira Neto, que mora em Roma há dez anos e acompanhava as missas de João Paulo 2º, conta que sentiu um misto de emoção e desilusão quando viu os sinais de fumaça.

"Foi uma emoção muito grande, porque, no início, a fumaça parecia ser branca, e depois, aos poucos, foi se tornando preta. Aí foi um pouco de desilusão, mas a emoção foi muito grande."

Assim como muitas pessoas que esperaram a primeira comunicação dos 115 cardeais do conclave com o mundo exterior depois de sua clausura na Capela Sistina, Oliveira Neto garantiu que vai retornar à Praça São Pedro para fazer um plantão que só termina quando o novo papa for eleito.

Espírito Santo

Frederique Muitimuqua, do Congo, também disse que vai estar na praça duas vezes por dia: pelas 12h e pelas 19h, quando são aguardados os sinais de fumaça depois de cada duas votações.

"Estarei aqui até a fumaça branca anunciar que temos um novo papa."

Ele disse que não foi um sinal tão ruim assim o fato de a votação não ter sido conclusiva nesta segunda-feira.

"É muito prematuro se eleger um papa na primeira tentativa", disse ele.

"Eu acho que os cardeais que começaram a se reunir hoje não tiveram tempo suficiente para se conhecer."

Mas ele também não ficou animado com a fumaça negra.

"Foi desolador, com certeza. Mas agora os cardeais têm pela frente uma noite calma para refletir e escutar o que o Espírito Santo tem a dizer. "

Em meio a todas as pessoas emocionadas com os sinais iniciais de fumaça branca, o americano Joseph Darby era uma exceção.

"Sinceramente, eu não senti nada", disse ele.

"Eu achava que não estava acontecendo, num primeiro instante. E pensei: se fosse uma fumaça branca, seria um milagre."

"O mundo acha que vai ser um grupo de homens, mas é o Espírito Santo que guia esses homens. E a fumaça preta prova isso. A Igreja não faz decisoes prematuras."

Favoritos

Apesar de Darby afirmar que tem um candidato favorito, diz que esse assunto fica restrito entre ele e o Espírito Santo.

Muitos outros fiéis, porém, torcem por certos cardeais ou, pelo menos, por continentes.

A alemã Brigitte Fese, por exemplo, espera que o novo pontífice "venha do Terceiro Mundo".

"Eu espero que ele promova uma abertura maior da Igreja católica e que as mulheres também possam ser ordenadas."

Já sua amiga Gisela Wind não quer mudanças nos moldes da Igreja que existem hoje.

"Quero que ele seja como o papa João Paulo 2º."

Perguntada sobre seu candidato de preferência, ela responde, como se tivesse ouvido uma pergunta redundante: o cardeal alemão Joseph Ratzinger.

Ele também é mencionado pelo jovem americano Patrick Brown, que empunhou sua bandeira dos Estados Unidos durante todo o período de espera pela fumaça na Praça São Pedro.

"Não tenho nenhum preferido em particular, mas se tivesse de citar algum nome, diria o do cardeal Ratzinger, porque eu gosto da forma conservadora e muito ortodoxa dele."

O arcebispo de São Paulo, d. Cláudio Hummes, foi mencionado pelo carioca Paulo Ricardo de Oliveira.

"A gente está torcendo por ele, mas eu não conheço os outros."

Oliveira defende um papa "que tenha a mesma conduta de João Paulo 2º, mas seja um pouquinho mais liberal em pontos mais polêmicos."

Mas não são apenas brasileiros que lembram dos cardeais do Brasil. O francês Janot Tramboni quer alguém de fora de Roma. "Eu prefiro que seja um brasileiro."

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