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Estado volta à moda na América Latina, diz Financial Times | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal econômico britânico Financial Times desta quinta-feira diz que o "Estado está novamente na moda" na América Latina. Ao comentar a conferência do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em Okinawa, no Japão, o jornal diz que "os governos (latino-americanos) consolidaram o caminho para a estabilidade econômica com a adoção de políticas cautelosas". "As taxas de câmbio fixas foram abandonadas. Apoiados pelo preço das matérias-primas e por melhores resultados comerciais, os governos acumularam reservas e pagaram mais dívidas do que contraíram", afirma o Financial Times. O jornal, no entanto, lembra das palavras de Enrique Iglesias, presidente do BID, na conferência: "Administrem a sorte para se preparar para uma desaceleração". E confirma que a América Latina está perigosamente exposta a uma queda repentina no preço das commodities. Ainda assim, o Financial Times avalia como um bom sinal o fato de o clima entre banqueiros e gestores de fundos em Okinawa não ter sido tão "febril" como nos anos anteriores. Padre Marcelo Rossi Nos Estados Unidos, o Washington Post destaca a mudança de atitude de padres católicos brasileiros na tentativa de reconquistar os fiéis "perdidos" para igrejas evangélicas. Com o título "Padres brasileiros usam música e dança para conter o declínio da Igreja Católica", a reportagem acompanha uma missa rezada pelo padre Marcelo Rossi, "o mais visível entre um crescente número de religiosos brasileiros que mantêm as crenças sustentadas pelo Vaticano, mas que as espalham com um estilo informal que tem por objetivo criar um vínculo com as classes média e baixa do país". O jornal entrevista também líderes de igrejas evangélicas, fiéis e teólogos. Os últimos, ao criticarem o movimento carismático, se ressentem de o catolicismo no Brasil ter passado a se concentrar em problemas individuais, em detrimento dos sociais. O artigo do Washington Post ainda alerta: "Se o movimento evangélico continuar a se espalhar no ritmo dos últimos anos, espera-se que em 2022 os católicos sejam a minoria no Brasil, um país que era 90% católico em 1980". Eleições britânicas A apresentação do programa de governo do Partido Trabalhista, do primeiro-ministro Tony Blair, domina a imprensa britânica nesta quinta-feira. Com as eleições marcadas para 5 de maio, Blair fez promessas na área de saúde, previdência social, educação, criminalidade e imigração, e afirmou que esta é a última vez em que disputa eleições. Em editorial, o jornal The Independent se diz decepcionado com o fato de assuntos como o meio ambiente e a aproximação com a Europa estarem no fim da lista de prioridades. O The Times afirma que, em muitos aspectos do programa, o Partido Trabalhista está confiando na sorte, como é o caso da promessa de manter a inflação em 2% ao ano. E conclui que o documento parece ter "medo de ser apaixonado, o que é uma pena". Zapatero, 1 ano Um ano depois de tomar posse como primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero recebe avaliações negativas da imprensa espanhola nesta quinta-feira. "Este é o Executivo com a menor capacidade de empreender iniciativas do Legislativo nos últimos 25 anos", diz o jornal madrilenho ABC. O El Mundo fala em "um ano de luzes e sombras", mas reconhece que a sociedade espanhola considera os acertos de Zapatero mais importantes que os "erros cometidos". E o La Razón comenta o "amadorismo" do gabinete de Zapatero e sua vice, María Teresa de la Vega. |
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