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América Latina deve crescer até 4,5%, diz BID | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A América Latina deve crescer entre 4% e 4,5% este ano, depois da expansão de 5,5% no ano passado – a maior em duas décadas – de acordo com a previsão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). “Há sinais positivos e preocupações também”, afirmou o presidente do BID, Enrique Iglesias, numa entrevista coletiva em Washington, antes de seguir para a reunião anual da instituição, que este ano acontece em Okinawa, no Japão. O sinal positivo, segundo Iglesias, é que continua a bonança na economia internacional, da qual a região é fortemente dependente. Por outro lado há preocupações sobre o que vai acontecer com a taxa de juros nos países desenvolvidos, com o preço das commodities, com o ajuste das economias dos países industrializados e com o futuro da China. Crescimento maior O crescimento de 5,5% no ano passado foi superior à previsão do BID, que no encontro anual do ano passado projetou uma expansão de 4%. O banco também mostrava preocupação com as perspectivas de longo prazo, mas neste ano Iglesias parecia mais otimista. “Espero que agora estejamos entrando numa etapa mais sustentada. Cometemos erros e acertos e aprendemos muito. Há uma maior maturidade na condução da política econômica na América Latina”, afirmou. Ele citou ainda como aspectos positivos o fato de que a maioria dos países da região está implementando políticas macroeconômicas e monetárias consideradas sensatas pelos organismos internacionais, com câmbio flexível. “Isso me faz pensar que se a conjuntura econômica não mudar de forma abrupta, a economia latino-americana poderá ter um período de crescimento maior do que um ano”, afirmou. O banco alerta, no entanto, que ainda há vulnerabilidades, e que apesar da melhora da situação fiscal, muitos países ainda têm uma dívida pública bastante elevada. O desemprego e a pobreza também melhoraram no ano passado, mas apenas ligeiramente. A maturidade das economias da região, segundo ele, pode ser comprovada pelo fato de que Brasil, México e Colômbia fizeram em 2004 captações de recursos no mercado com papéis em moeda local. No ano passado, o BID concedeu mais de US$ 6 bilhões em empréstimos para obras, principalmente de infra-estrutura e desenvolvimento, na região. Metade desse volume foi destinado a projetos sociais, e 42% deles para programa diretos ligados à redução da pobreza. “Há 11 anos o BID é a principal fonte de financiamento multilateral da região”, afirmou Iglesias. Para o Brasil, o banco aprovou no ano passado 12 financiamentos, uma garantia e dois empréstimos de fundos multilaterais, num total de US$ 2,6 bilhões. |
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