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Ônibus volta a circular entre Índia e Paquistão após 50 anos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma linha de ônibus entre as regiões indiana e paquistanesa da Caxemira que havia sido interditada por mais de 50 anos voltou a operar nesta quinta-feira. Um ônibus com 30 pessoas vindas da região paquistanesa da Caxemira cruzou a linha de controle que separa a região da área administrada pela Índia. Pouco depois, um ônibus com passageiros provenientes da Caxemira indiana entrou na área paquistanesa. A região, no Himalaia, foi dividida entre Índia e Paquistão em 1947. Reencontro Famílias que foram separadas desde então aproveitaram a ocasião para cruzar a ponte Kaman, de 67 metros, e que separa a chamada linha de controle entre as duas áreas da Caxemira. Até dois anos atrás, a fronteira da linha de controle foi cena de trocas de tiros entre tropas da Índia e do Paquistão. Agora, os moradores dos diferentes setores da Caxemira foram recebidos do outro lado por governantes e com músicas entoadas por bandas militares. Centenas de pessoas se reuniram para saudar os passageiros que partiram da Caxemira paquistanesa, entre eles o primeiro-ministro da região administrada pelo Paquistão, Sardar Sikandar Hayat. Hayat disse que o evento marcava o início de uma nova era no sul da Ásia e agradeceu ao presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, e ao primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh. Segurança A segurança em ambos os lados da linha de controle foi reforçada, após um atentado cometido por militantes na última quarta-feira em Srinagar, capital da região indiana da Caxemira, contra passageiros do ônibus que cruzaria a fronteira. Os militantes lançaram granadas contra os passageiros, que se encontravam dentro de um edifício, por motivos de segurança. O edifício pegou fogo, mas os passageiros conseguiram escapar ilesos. Dois dos ativistas foram mortos por disparos feitos por policiais. O premiê indiano, Manmohan Singh, disse que a linha de ônibus representava "uma caravana da paz". Mais de dez grupos separatistas baseados em território paquistanês vêm lutando para que a Caxemira se torne independente da Índia ou que seja incorporada ao Paquistão. O conflito na região já teria feito cerca de 66 mil mortos, em sua maioria civis. |
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