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Milhares de filipinos prestam homenagem ao papa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares de fiéis nas Filipinas, o único país de maioria católica na Ásia, prestaram homenagens ao papa João Paulo 2º. "O mundo perdeu a ponte espiritual entre as nações", disse a presidente do país, Gloria Arroyo, uma católica devota, sobre a morte de João Paulo 2º. Quase 70 milhões de filipinos, 80% da população, seguem a Igreja Católica Romana. A religião foi introduzida no século 16 pelos espanhóis. Outros países asiáticos, como Cingapura, Coréia do Sul e Índia, onde uma minoria da população também é seguidora do catolicismo, missas especiais foram programadas para este domingo. Na China, no entanto, os católicos são proibidos de reconhecer a autoridade do Vaticano. Para o governo chinês, as igrejas devem ser controladas pelo Estado. Democracia Os fiéis filipinos têm imenso carinho pelo papa João Paulo 2º. Ele visitou as Filipinas em 1981 e 1995. Na segunda visita, cerca de 5 milhões de fiéis saíram às ruas para dar as boas vindas e receber a bênção do papa. Observadores nas Filipinas acreditam que a multidão foi a maior já registrada em visitas papais. Na visita de 1981, durante o regime do ditador Ferdinando Marcos, o papa falou sobre democracia e condenou os abusos de direitos humanos cometidos pelo governo filipino. Analistas dizem que aquela foi a primeira vez que um líder, político ou religioso, fez comentários diretos sobre a situação política nas Filipinas. Segundo eles, as observações do papa em 1981 semearam as raízes para a primeira revolta popular que culminou com a saída forçada de Ferdinando Marcos do governo. Os analistas acreditam também que foi durante a primeira visita do papa que a Igreja Católica Filipina passou a ter uma agenda no país. |
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