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Comunidade indígena está 'em choque', diz chefe de tribo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O massacre da escola de Red Lake deixou a comunidade indígena em "estado de choque", segundo Floyd Jourdaine, chefe da tribo Chippewa. "Este é, sem dúvida, o pior momento da história de nossa tribo. Nossa comunidade está consternada. Não tenho palavras. Muitas pessoas estão confusas. É muito doloroso." Testemunhas dizem que as crianças que estavam na escola no momento em que o atirador matou sete pessoas corriam sem rumo, chorando e gritando. Ainda não está confirmada a identidade dos mortos nem do atirador, que se suicidou. Antes de seguir para a escola, ele matou os avós, na casa deles. O avô trabalhava há 30 anos na polícia local. Molly Myron, editora do jornal Bemidji Pioneer, esteve na escola uma hora depois do incidente e descreve o que ouviu dos estudantes. "Por volta de três da tarde (18h em Brasília), ele chegou à escola, entrou, matou um segurança, foi para uma sala de aula e começou a atirar. Matou uma professora e diversos estudantes e feriu outros tantos." Celulares "A escola foi evacuada e várias pessoas usaram celulares para chamar a polícia. As crianças foram levadas para um prédio do governo a um quarteirão de distância, onde ônibus escolares as levaram embora, ou seus pais apareceram para pegá-las", acrescentou. Todas as vítimas tinham menos de 18 anos. A jornalista disse que falou com vários estudantes. "Uma garota, Sondra Hegstrom, disse que viu o atirador com uma arma. Ela disse: 'Olhei nos olhos dele'. Então ela correu para uma sala de aulas e se escondeu. Ela disse que podia ouvi-lo, e ele foi para a sala de aulas ao lado. Ela disse que pôde ouvir uma garota dizendo: 'Não, pára, Jeff, pára, pára, me deixe em paz. Por que você está fazendo isso?' Então foi bum, bum, bum, e os gritos pararam." Sherri Birkland, porta-voz do Hospital Regional North Country, em Bemidji, Minnesota, para onde seis das vítimas foram levadas, disse que dois deles foram removidos de helicóptero para outro hospital. "Recebemos muitas ligações, e muitas famílias vieram para cá. Conseguimos colocá-las em contato com seus parentes", disse Sherri. Caos A escola onde ocorreu o massacre tem cerca de 300 estudantes e fica perto de uma reserva indígena na fronteira com o Canadá. Pat Mills, diretor de segurança pública da reserva, disse que as crianças gritavam, choravam, corriam sem direção. "Foi um caos. Acho que o que ajudou foi o fato de que os professores tinham um plano (de evacuação) e recorreram a ele, retirando os estudantes da escola rapidamente", afirmou. |
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