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Atualizado às: 16 de fevereiro, 2005 - 23h31 GMT (21h31 Brasília)
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Fóssil mais velho reforça tese de berço africano do homem
Crânios achados na Etiópia em 1967
Omo 1 e Omo 2 têm 195 mil anos de idade, e não 130 mil, como se pensava
Dois fósseis de crânios achados em 1967 na Etiópia constituem os mais antigos restos mortais de homens modernos já encontrados, de acordo com uma nova avaliação de suas idades.

Os fósseis, chamados de Omo 1 e Omo 2, datam de 195 mil anos atrás, segundo um grupo de cientistas que utilizou técnicas mais avançadas para determinar a antigüidade dos ossos.

Antes, achava-se que eles tinham cerca de 130 mil anos de idade. A nova idade dos fósseis reforça as teses que dizem que a nossa espécie – o homo sapiens – surgiu na África, e mais especificamente na Etiópia, há cerca de 200 mil anos.

As novas conclusões foram relatadas em artigo publicado na revista científica Nature.

Relevância

O Omo 1 e o Omo 2 foram encontrados pelo célebre paleontólogo Richard Leakey em 1967.

“Na época, as técnicas para datar os fósseis não eram as mesmas de hoje”, disse à Nature o cientista John Fleagle, da Universidade Stony Brook, de Nova York, um dos responsáveis pela nova datação dos ossos.

Além disso, segundo Fleagle, Leakey estava procurando traços de hominídeos muito mais antigos, que datavam de milhões de anos.

Ele explicou que, quando as teorias sobre a origem do homo sapiens começaram a ganhar mais destaque, nos anos 1980, a Etiópia estava fechada para o mundo exterior, impossibilitando o trabalho de cientistas.

Quando a região onde os fósseis foram encontrados pôde voltar a ser acessada, cientistas descobriram que as rochas onde os ossos estavam depositados tinham uma idade de cerca de 196 mil anos, e os crânios teriam sido depositados não muito tempo depois.

Tudo isso confirma que a África Oriental teve uma enorme relevância nas origens do homem moderno, mas ainda não se sabe se o homo sapiens surgiu apenas lá e se espalhou pelo continente ou apareceu em várias regiões concomitantemente.

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