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Atualizado às: 22 de outubro, 2004 - 14h14 GMT (11h14 Brasília)
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Embrião de ave com 121 milhões de anos é achado
Imagem de embrião (Foto: cortesia de Zongda Zhang)
Acredita-se que esse seja o fóssil de embrião de ave mais antiga
Um filhote de pássaro de 121 milhões de anos que se tornou um fóssil quando ainda encolhido em seu ovo foi encontrado no nordeste da China, de acordo com a edição desta semana da revista Science.

Acredita-se que o fóssil seja o embrião de ave mais antiga já descoberto. O material atraiu o interesse dos pesquisadores por causa da existência de penas. Muitas das aves voadoras de hoje são peladas quando deixam o ovo.

Os cientistas dizem que este fato dá sustentação à visão de que as aves desenvolveram uma estratégia para deixar os ovos ainda sem a formação de penas mais tarde.

"Este fóssil é interessante porque seu estado de preservação é tão excepcional que até os tecidos moles como penas foram conservados", disse Angela Milner, do Museu de História Natural de Londres. "Para um embrião ainda dentro do ovo é surpreendente como as penas estavam avançadas."

Totalmente formadas

Os pesquisadores afirmam que o grau de maturidade do embrião fossilizado pode levar à conclusão de que se trate de um tipo de ave ("precocial") que, como galinhas, patos e avestruzes, produzem filhotes que estão aptos, de imediato, a correr e se alimentar sozinhos pouco depois de deixarem o ovo.

Aves como passarinhos, por sua vez, nascem cegos, sem penas e indefesos. Eles (aves "altriciais") exigem cuidados de seus pais para sobreviver.

A maioria das aves que habitam as árvores nos dias de hoje pertencem à segunda categoria. Então, eles podem se desenvolver totalmente em um ambiente protegido, como um ninho, antes de se lançar em tarefas mais arriscadas como voar.

O fato de que esta ave – que viveu no período Cretáceo Inferior – era do tipo que já nasce com o desenvolvimento bastante avançado pode sugerir que ele não tinha os mesmos luxos de seus parentes dos dias modernos.

A ave pode ter sido forçada a encontrar seu próprio caminho no mundo muito mais cedo.

Este fóssil dá sustentação à idéia de que as primeiras aves que habitaram a Terra ainda não haviam desenvolvido a estratégia de necessitar de intensa assistência paterna para se desenvolver.

Os pesquisadores por trás da análise do fóssil disseram que acredita-se, de maneira geral, que as aves do tipo "precocial" são mais antigas do que as do tipo "altricial".

Quatro asas

Em outros desdobramentos, um novo fóssil de ave descoberto na China pode esclarecer uma teoria controvertida sobre a origem do vôo.

Alguns cientistas acreditam que as aves passaram por uma fase de "quatro asas" em sua evolução antes que a cauda chegasse ao formato aerodinâmico dos dias de hoje.

Na revista Nature, Fucheng Zhang e Zhonghe Zhou, da Academia Chinesa de Ciências de Pequim, descreveram uma ave fossilizada do início do período Cretáceo que tem longas penas nas pernas.

A ave pertence a um tipo que habitou a Terra entre 145 milhões e 125 milhões de anos.

Paleontólogos descobriram evidências da existência de um dinossauro com penas e quatro asas chamado Microraptor.

A criatura, do tamanho de um esquilo, utilizava penas longas que recobriam seus quatro membros para planar ou como pára-quedas em seu salto de uma árvore a outra.

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