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Para 'The Times', 'estranho par' tenta fazer história no Oriente Médio | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal britânico The Times diz, nesta terça-feira, que os líderes de Israel, Ariel Sharon, e da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, formam “um estranho par” que está procurando chegar a um acordo para “fazer história”. Segundo o jornal, para viabilizar a paz entre israelenses e palestinos, os dois terão que deixar para trás “uma vida inteira de conflitos e estabelecer a confiança entre as duas nações em guerra por meio do exemplo pessoal”. Já o jornal israelense Jerusalem Post levanta dúvidas sobre o anúncio feito pelos Estados Unidos de liberar US$ 40 milhões para a Autoridade Palestina. “Inundar Abbas com ‘ajuda’ vai ter o efeito oposto do desejado se tal ajuda não for condicionada a resultados concretos”, diz o jornal em editorial. Outro jornal israelense, Haaretz, diz que a visita da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, a Israel e à Cisjordânia marca a “renovação do envolvimento dos Estados Unidos nos esforços para solucionar o conflito, depois de um longo período de ausência”. E o americano The New York Times elogia a indicação do general William Ward para ser o novo coordenador da política americana no Oriente Médio, dizendo que a escolha “deixa claro que o governo (Bush) está determinando a explorar a oportunidade política criada pela morte de Yasser Arafat e a eleição de Mahmoud Abbas”. Portugal O International Herald Tribune demonstra em sua capa preocupação com o futuro da democracia em Portugal. “Portugal está prestes a escolher seu quarto primeiro-ministro em três anos, em meio a temores de que a transição do país para uma democracia estável está dando um passo para trás apenas 30 anos depois de seu começo”, diz a reportagem. O jornal diz que o país vive um período de instabilidade desde 1999. “Desde então, a economia sofreu uma recessão, o desemprego aumentou, e em 2001 o déficit público alcançou 4,4% do PIB, bem acima do limite de 3% permitido pela União Européia”, afirma a reportagem. “Neste período, governos chegaram ao poder e caíram com rapidez alarmante, levando muitos portugueses a temer que o país esteja retornando à instabilidade política que marcou a primeira década da democracia no país.” Auditoria real Na Grã-Bretanha, o Daily Telegraph destaca as cobranças feitas por alguns políticos do país para que seja realizada uma auditoria nos gastos da família real do país – especialmente os do príncipe Charles. O jornal destaca declarações do político trabalhista Alan Williams, que afirma que o príncipe teve um aumento de vencimentos de 300% desde 1990, recebendo 6 milhões de libras (R$ 29 milhões) por ano a partir de então. Mas em editorial o jornal diz que os bens do príncipe – especialmente os que fazem parte do ducado da Cornuália, que fornece a maior parte de sua renda – constituem propriedade privada e por isso não precisam ser submetidos a auditorias públicas. |
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