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Israel confirma que vai assinar cessar-fogo com palestinos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Israel confirmou que vai declarar um cessar-fogo mútuo com os palestinos durante o encontro, nesta terça-feira, entre o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, e o líder da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas. O acordo, que poria fim a mais de quatro anos de hostilidades, teria sido alcançado na segunda-feira. Um porta-voz isralense, Raanan Gissin, afirmou que a trégua vai ser divulgada separadamente por palestinos e israelenses durante o encontro no balneário de Sharm el-Sheikh, no Egito. Os palestinos devem prometer o fim da violência. Já Israel deve se comprometer a não lançar operações militares enquanto a situação estiver pacífica. "O ponto mais importante no encontro vai ser a declaração mútua de fim da violência recíproca", disse à agência de notícias Reuters o negociador palestino Saeb Erekat. Comissões Ele afirmou ainda que o acordo deve levar à criação de comissões conjuntas para supervisionar a libertação de prisioneiros palestinos de penitenciárias israelenses e a retirada gradual das tropas de Israel das áreas palestinas da Cisjordânia. De acordo com o correspondente da BBC em Jerusalém, Matthew Price, o cessar-fogo deve ser visto como uma medida importante para aumentar a confiança entre as partes, mas o sucesso dele vai depender das ações que serão tomadas nas próximas semanas. Além de israelenses e palestinos, participam do encontro em Sharm el-Sheikh o rei da Jordânia, Abdullah, e o presidente do Egito, Hosni Mubarak. Na segunda-feira, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, afirmou que o primeiro-ministro israelense e o líder palestino aceitaram se reunir em Washington para discutir o processo de paz no Oriente Médio. A secretária afirmou que os Estados Unidos vão ter participação ativa no processo, mas salientou que tanto israelenses como palestinos "terão de cumprir a sua parte". Rice nomeou o general William Ward, ex-comandante das forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Bósnia, como o novo coordenador americano para segurança no Oriente Médio e também prometeu liberar US$ 40 milhões (R$ 104,5 milhões) nos próximos 90 dias para a Autoridade Nacional Palestina (ANP). A secretária de Estado americana prometeu ainda enviar monitores americanos para fiscalizar o eventual cessar-fogo entre Israel e grupos militantes palestinos. |
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