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Milão proíbe outdoor que faz alusão à Última Ceia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As autoridades de Milão decidiram tirar de circulação um outdoor de uma grife francesa que foi considerado ofensivo por fazer uma releitura da obra A Última Ceia, de Leonardo da Vinci. A nova versão da pintura do século 15 contém um grupo de pessoas no lugar dos apóstolos, e uma mulher ocupando o lugar de Jesus Cristo. A polêmica a respeito do outdoor da grife Marithe et François Girbaud se segue ao debate provocado pelo best-seller O Código Da Vinci, em que o escritor Dan Brown faz uma interpretação do quadro que também desagradou a muitos católicos devotos. A campanha publicitária da grife com o poster já havia sido levada a Paris e Nova York, sem causar polêmica. Homem seminu Na foto usada no outdoor, o único homem aparece nu da cintura para cima, sentado no colo de uma mulher em uma pose insinuante. A prefeitura de Milão disse, ao explicar sua decisão, que o uso de símbolos religiosos poderia ofender os moradores da cidade. A decisão foi tomada depois de a prefeitura ter consultado o órgão de auto-regulamentação da publicidade na Itália, o IAP, que disse que o uso de símbolos tradicionalmente cristãos na imagem, como uma pomba e um cálice, "inevitavelmente recaem sobre as fundações da fé cristã". "Esse tipo de imagem não pode ser usada para fazer paródia com fins comerciais sem ofender pelo menos parte da população." A Marithe et François Girbaud disse que a idéia do poster foi inspirada no livro O Código Da Vinci, que explora a possibilidade de que Maria Madalena tenha sido esposa de Jesus Cristo e figurasse em A Última Ceia, à direita de Cristo. Uma misteriosa organização chamada de Priorado de Syon teria sido formada para guardar o segredo, e Leonardo teria sido um de seus membros. |
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