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Atualizado às: 23 de janeiro, 2005 - 03h06 GMT (01h06 Brasília)
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Grupo que seqüestrou brasileiro libertou reféns japoneses
Ansar al-Sunna
Japoneses foram soltos depois de uma semana
O grupo que seqüestrou o brasileiro João José Vasconcelos no Iraque, o Saraya Al-Mujahideen , foi o mesmo que seqüestrou três japoneses em abril de 2004.

O jornalista Soichiro Koriyama, a funcionária de agência de ajuda humanitária Nahoko Takato e o pesquisador Noriaki Imai, foram seqüestrados quando viajavam de Amã, na Jordânia, para Bagdá.

Até então o Saraya Al-Mujahideen era desconhecido. O grupo assumiu a autoria do seqüestro através de um vídeo transmitido pela TV árabe Al-Jazeera, em que ele ameaçava matar os reféns, caso o Japão não retirasse suas tropas do Iraque.

O governo japonês se recusou a atender a exigência do grupo. Mesmo assim, os reféns foram libertados, uma semana depois de serem seqüestrados.

A libertação foi anunciada pela Al-Jazeera, que disse que o Saraya Al-Mujahideen soltou os japoneses atendendo à um pedido da Associação dos Clérigos Islâmicos - um influente grêmio de clérigos sunitas que controla centenas de mesquitas no Iraque.

Segundo especialistas ouvidos pelo jornal Japan Times na época da libertação, o Saraya Al-Mujahideen era visto como um grupo menos extremista, formado por membros da tribo Al-Delemi, devotados a seus líderes religiosos.

O grupo também seqüestrou e libertou um jornalista francês, Alexandre Jordanov.

Ele foi solto três dias depois de ter sido seqüestrado, com uma nota em que o grupo dizia que seus alvos seriam americanos ou cidadãos de países participantes das forças de ocupação no Iraque.

Ansar Al-Sunna

Já o outro grupo que participou do ataque que resultou no seqüestro do brasileiro, o Exército Ansar Al-Sunna, tem ligações com a Al-Qaeda e assumiu a responsabilidade por algumas das ações mais célebres da insurgência iraquiana.

Mosul
Ataque em Mosul matou 22 pessoas

Entre os ataques mais expressivos atribuídos ao grupo estão o assassinato do vice-governador de Bagdá e um ataque à base americana de Mosul, o pior contra as forças americanas no Iraque.

O Ansar Al-Sunna foi o primeiro a assumir a autoria do ataque de quarta-feira perto de Beiji, através de uma nota divulgada por sites árabes no dia seguinte.

"Nós fomos bem-sucedidos na morte e na captura de dois agentes - um britânico e um sueco - que trabalhavam para forças infiéis na área de Beiji", disse a nota desta quinta-feira. "Agradeçemos aos Deus todo o poderoso por ter nos dado a cabeça desses infiéis".

Mosul

O grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque em Mosul, em dezembro, no qual 22 pessoas (14 soldados americanos) morreram depois que suicidas se explodiram próximos ao refeitório usado pelos soldados.

O Ansar al-Sunna assumiu o ataque inicialmente na internet e, dias depois, divulgou um vídeo no qual militantes faziam os últimos preparativos para se explodirem.

O grupo também se disse responsável pela morte do vice-governador de Bagdá, Hatem Karim Abdul Fatah, em novembro.

Há registros de atuação do grupo no Iraque desde julho de 2004, quando um suicida matou 6 pessoas e feriu 35 em um enterro no norte de Bagdá.

Em agosto, o website do grupo mostrou o degolamento de um homem que, segundo o Ansar al-Sunna, era um espião da CIA.

No mesmo mês, 12 reféns nepaleses seqüestrados também teriam sido mortos pelo grupo. Um apareceu em um vídeo sendo degolado.

O grupo tomou a responsabilidade por uma série de degolamentos nos meses seguintes, incluindo o de Luqman Hussein Mohammed, integrante do Partido Democrático do Curdistão (KDP).

Eleições

No dia 31 de dezembro de 2004, o grupo pediu em sua página na internet (cujo acesso necessita de um código) que os iraquianos boicotassem as eleições no Iraque marcadas para 30 de janeiro.

Outros dois grupos insurgentes sunitas (Exército Islâmico do Iraque e o Saraya Al-Mujahideen) participaram da operação, descrevendo as eleições como uma “farsa suja” e ameaçando punir quem participasse delas.

Segundo especialistas, uma participação significativa da minoria sunita iraquiana é considerada fundamental para a credibilidade das eleições.

Líderes xiitas, que representam a maioria do país, declararam que as eleições são um dever religioso.

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