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Investimento privado na AL pode chegar a US$ 39 bi | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O volume de investimento privado externo na América Latina deve aumentar para US$ 39 bilhões neste ano, de acordo com um relatório do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) divulgado em Washington. É o dobro do capital recebido em 2002, mas ainda inferior ao ano recorde de 2001. No ano passado, a região recebeu US$ 26 bilhões. O investimento direto deve somar US$ 36 bilhões, dos quais US$ 11 bilhões devem ser aplicados no Brasil. O relatório cita as perspectivas positivas para a economia brasileira, o tamanho do mercado doméstico e as novas oportunidades de negócios com a Ásia como fatores para atração desses investimentos. A participação da região no fluxo total de capitais deve subir cinco pontos percentuais, para 14%, ainda bem inferior a 2001, quando a América Latina recebeu 41% de todo o investimento externo. A maior parcela dos investimentos deve ir para os países asiáticos, mas a participação dessa região deve cair de 52% em 2004 para 46% do total em 2005, de acordo com o relatório do IIF. Mercados emergentes O instituto também projeta um aumento no volume total de investimentos para os mercados emergentes. Em todos os países nessa categoria, o investimento direto líquido deve chegar em 2005 a US$ 143 bilhões, recorde dos últimos seis anos. Os países emergentes europeus devem ter um pequeno crescimento e receber 37% do total neste ano, com a volta dos investimentos na Turquia, o segundo país da região com maior fluxo de capital estrangeiro, depois da Rússia. No ano passado, um aumento acima do esperado no volume de investimento direto e de empréstimos levou o IIF a revisar para US$ 279 bilhões o total de 2004 – de uma projeção anterior de US$ 226 bilhões. De acordo com a instituição, esse aumento se deve ao enfraquecimento do dólar em relação a outras moedas estrangeiras, o que levou a uma saída de recursos dos Estados Unidos em direção a outros países, principalmente Rússia e China, que juntos receberam 85% do total que excede a previsão inicial. O IIF prevê que essa tendência de aumento do fluxo de investimentos continuará no início deste ano. A organização também revisou a previsão de investimento total para 2005, de US$ 230 bilhões para US$ 276 bilhões. Mas o IIF alerta que alguns desses ativos estão supervalorizados e que o não atendimento das expectativas dos investidores pode reverter a tendência. Incerteza geopolítica e a possibilidade de problemas no fornecimento de petróleo são dois dos maiores riscos, de acordo com o relatório. O IIF projeta crescimento econômico para os países emergentes neste ano, embora num ritmo mais moderado do que no ano passado. A instituição espera uma expansão de 3,4% nos Estados Unidos e de 1,9% na zona do euro. Para a América Latina, é projetado um crescimento econômico de 3,7%, de novo o menor entre os emergentes. A Ásia Pacífico deve crescer 6,4%, a África e o Oriente, 4,5% e os emergentes europeus, 5,4%. |
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