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Base dos EUA sai ilesa do tsunami e alimenta teorias conspiratórias | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A inexistência de estragos causados pelo maremoto na base militar americana de Diego Garcia, que fica na região atingida pelas ondas gigantes no Oceano Índico, tem alimentado teorias conspiratórias na internet. Grupos islâmicos questionam como o atol, pertencente à Grã-Bretanha e utilizado pelas forças dos Estados Unidos, pode ter escapado do desastre estando tão próximo ao epicentro do terremoto (cerca de 3 mil quilômetros de distância). Os críticos acusam os Estados Unidos de terem recebido em Diego Garcia o alerta sobre o tsunami e não terem compartilhado a informação rapidamente com os países da região. A Marinha americana afirmou num comunicado que "a topografia do oceano e da ilha" a protegeu das grandes ondas. Segundo os americanos, o mar é bastante profundo perto da ilha, o que evita a formação de tsunamis no local. A única alteração percebida na semana passada foi uma elevação em cerca de 1,80 m no nível das marés. Especialistas notam também que o tremor próximo à costa de Sumatra deu origem a ondas que abalaram países mais a leste e a oeste do epicentro. Pouco se sentiu dos efeitos do tsunami ao norte, em localidades como Bangladesh, ou ao sul, em Diego Garcia. Base de ataques A base naval e aérea no Oceano Índico foi utilizada como ponto de partida de aviões de guerra americanos para bombardeios no Afeganistão e no Iraque. É vista, por essa razão, com muita hostilidade em vários círculos no Oriente Médio e no mundo muçulmano. Desta vez, entretanto, apesar das críticas e das teorias conspiratórias, foi de Diego Garcia que os militares americanos lançaram a sua operação de ajuda no resgate das vítimas na Indonésia e no Sri Lanka. Com navios militares, helicópteros, milhares de soldados e centenas de milhares de dólares empenhados na operação, os Estados Unidos são um dos países que estão liderando os esforços de resgate e reconstrução na Ásia. A desconfiança com relação às intenções da superpotência é tão grande, porém, que muitos dizem que a atuação de Washington não é um gesto de boa fé, mas sim um golpe publicitário para tentar recuperar a imagem dos Estados Unidos no mundo. |
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