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Repórter americano descreve reação dos soldados | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um repórter de um jornal americano testemunhou o ataque à base militar americana em Mosul, no Iraque, nesta terça-feira. Leia a transcrição do relato do repórter Jeremy Redmon, do jornal Richmond Times Dispatch: “Centenas de soldados americanos haviam acabado de se sentar para o almoço, por volta do meio-dia, quando projéteis lançados pelos insurgentes atingiram a gigante tenda que servia que refeitório”. A força das explosões fez com que vários soldados caíssem das suas cadeiras e fossem jogados ao chão. Uma bola de fogo tomou conta da tenda, e estilhaços atingiram os homens. Entre os gritos e a densa fumaça que se seguiu à explosão, soldados agiram rapidamente e viraram suas mesas para baixo, colocaram nelas os feridos e cuidadosamente os carregaram para o estacionamento. “Paramédicos, paramédicos”, gritaram os soldados. Paramédicos correram para a tenda e levaram os outros feridos para fora em macas. Grupos de soldados correram para os abrigos antibomba de concreto do lado de fora. Outros saíram da tenda e desmaiaram, zonzos com a explosão. “Não consigo ouvir! Não consigo ouvir!”, gritou uma soldado ao ser abraçada por uma amiga. Corpos Perto da entrada, militares cuidavam de um soldado com um ferimento grave na cabeça. Dentro de poucos minutos, eles o colocaram dentro de um saco preto usado para colocar os cadáveres. Outros três corpos podiam ser vistos no estacionamento. Soldados voltaram para o local da explosão para verificar se havia mais feridos. A explosão abriu um enorme buraco no telhado da tenda. Poças de sangue, bandejas de comida e mesas viradas para baixo cobriam o chão. Soldados de cara fechada resmungavam com raiva comentários sobre o ataque e saíam xingando. O sargento Evan Byler, do 276º Batalhão de Engenharia, se posicionou num dos abrigos de concreto. Ele estava comendo pedaços de frango e macarrão quando a bomba explodiu. Com o estouro, ele caiu da cadeira. Quando a fumaça diminuiu, Byler tirou a camisa e enrolou num soldado gravemente ferido. Byler segurou a camisa suja de sangue nas mãos, sem saber direito o que fazer com ela. “Não é a primeira vez que escapamos de uma coisa dessas aqui”, disse Byler, que mora no condado de Fauquier, no Estado de Virgínia, e sobreviveu à explosão de um explosivo improvisado quando dirigia um veículo no início do ano. Byler começou a caminhar de volta para a base quando viu um soldado perder os sentidos ao lado da estrada. Byler e o primeiro-tenente Shawn Otto, de Williamsburg, também na Virgínia, também do 276º, colocaram o soldado numa picape que passava pelo local. Quase O 276º Batalhão, com cerca de 500 homens, havia completado um ano sem perder nenhum soldado. Eles se preparavam para voltar para casa dentro de um mês. “Nós quase conseguimos. Quase conseguimos chegar ao fim sem que ninguém fosse morto”, disse Otto, abatido. A tenente Dawn Wheeler, integrante do 276º Batalhão da cidade de Centreville, estava esperando na fila por pedaços de frango quando um objeto redondo vindo do outro lado da parede a atingiu. O soldado que estava ao lado dela estava caído no chão, se debatendo com estilhaços enterrados no pescoço. “Todos nós temos anjos por perto”, disse ela. |
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