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Presidente sul-coreano pede cautela aos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Coréia do Sul, Roh Moo-hyun, advertiu os Estados Unidos a não encurralar a Coréia do Norte adotando uma posição muito agressiva. Ele expressou preocupação sobre a existência de influentes círculos em Washington que estariam defendendo uma mudança de regime em Pyongyang. Em vez disso, o líder sul-coreano pediu uma política de persuasão e diálogo como a melhor forma de se promover mudanças na Coréia do Norte. As declarações de Roh Moo-hyun foram feitas em entrevista à BBC durante a sua primeira visita oficial à Grã-Bretanha. Tensão Os comentários acontecem num momento delicado, em que há esforços internacionais para convencer o governo norte-coreano a retomar negociações sobre o seu programa nuclear. O presidente sul-coreano afirmou que ninguém aceita a idéia de uma Coréia do Norte com armas nucleares. Também disse que não pensa que os Estados Unidos estejam agindo de forma agressiva. Esta não é a primeira vez que a Coréia do Sul diz que a resolução da crise só pode acontecer pacificamente. Mas essas últimas observações de Roh Moo-hyun parecem evidenciar o nervosismo num momento de tensão nas negociações. Durante meses a Coréia do Norte tem se negado a voltar ao diálogo multilateral, culpando o que qualifica de atitude hostil dos americanos e aparentemente aguardando o resultado das eleições nos Estados Unidos. Esta semana, Pyongyang novamente se negou a voltar à mesa de negociações. O presidente da Coréia do Sul parece acreditar que, a menos que a retórica dos Estados Unidos seja suavizada, será difícil mudar a posição da Coréia do Norte sobre a necessidade de prosseguir com o diálogo. |
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