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Relatório denuncia testes nucleares sul-coreanos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) acusou nesta quinta-feira a Coréia do Sul de realizar testes nucleares secretos em uma escala maior do que o país admitiu até agora. Um relatório da instituição, ligada às Nações Unidas, diz que a Coréia do Sul enriqueceu uma pequena quantidade de urânio-235 no ano 2000 em 77%, um nível próximo ao necessário para se fabricar armas atômicas. O chefe da AIEA, Mohammad El-Baradei, disse que a questão é preocupante, mas enfatizou que as autoridades em Seul vêm repetindo constantemente que não tem intenção de construir armas nucleares. A Coréia do Sul admitiu em setembro que seus cientistas, sem autorização ou conhecimento do governo, extraíram plutônio, em 1982, e em 2000 enriqueceram urânio. Violação O governo diz, porém, que os testes foram em escala muito pequena para serem significativos e apenas 0,7g de plutônio e 200mg de urânio foram produzidos. O fato da Coréia do Sul ter mantido em segredo seus testes foi visto por alguns analistas como uma violação de suas obrigações previstas no Tratado de Não-Proliferação Nuclear. Por isso, eles dizem que a AIEA deveria denunciar o país ao Conselho de Segurança da ONU. No mesmo relatório, a AIEA diz que não encontrou indícios de que os experimentos sul-coreanos foram além dos descobertos, conduzidos em pequena escala. |
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