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Brasil está mais longe de meta de redução de pobreza, diz Cepal | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Brasil deve fechar 2004 cumprindo 77,6% da meta de redução de pobreza da ONU para 2015. O resultado mostra um retrocesso em relação a 2002, quando o país havia completado 82,5% da tarefa, de acordo com um estudo da Cepal – a Comissão Econômica para a América Latina e Caribe da ONU. O Brasil, porém, ainda é o segundo país da América Latina mais próximo do cumprimento da meta, que foi atingida apenas pelo Chile. Apenas seis países latino-americanos já superaram o objetivo para este ano, que é 56% da meta para 2015. Na Venezuela e na Argentina, a pobreza extrema é maior hoje do que era em 1990. Metas do Milênio As Metas do Milênio da ONU prevêem a redução pela metade da pobreza extrema na comparação com os dados de 1990. De acordo com o relatório da Cepal, a América Latina está crescendo mais rapidamente do que o esperado - provavelmente deve fechar o ano com um aumento de 5% do PIB - por causa das exportações de matéria-prima para a Ásia. "O crescimento explosivo das exportações, no entanto, não está sendo traduzido num crescimento explosivo para os pobres", disse o secretário-executivo da Cepal José Luis Machinea. Como a região está atrasada no planejamento acertado com a ONU, os países vão ter de crescer mais do que o estimado anteriormente para reduzir a pobreza pela metade até 2015, segundo o relatório. "A renda per capita da América Latina vai ter de crescer anualmente 3,1% durante os próximos 11 anos em vez dos 2,6% estimados em 2002, na esperança de atingir as metas", diz o relatório. Desigualdade Os países com os maiores índices de indigência estão numa situação mais complicada: vão ter de crescer 4,5% por ano até 2015. No estudo, realizado pela Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), a desigualdade no Brasil é de 0,639 numa escala que vai de 0 a 1. Assim como na maioria dos outros países da região, a distância entre os ricos e os pobres vem aumentando ao longo dos anos. "A melhoria da distribuição de renda é um dever ético, que ajudaria a região a atingir maiores índices de crescimento e reduzir a pobreza", afirma o relatório. Aproximadamente a metade dos latino-americanos, cerca de 224 milhões de pessoas, é considerada pobre pela ONU e, de acordo com o relatório, os índices de pobreza vão diminuir apenas um pouco este ano. A quantidade de pessoas vivendo na pobreza deve cair dos 44,2% registrados no ano passado para 43,2% em 2004. |
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