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Plebiscito decide sobre células-tronco na Suíça | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os suíços vão votar neste domingo para decidir se aprovam ou não a proposta do governo de permitir pesquisas com células-tronco de embriões humanos. Os plebiscitos nacionais são comuns na Suíça, onde quase todos os grandes temas são decididos dessa forma. Com essa votação, a Suíça se torna o primeiro país do mundo a submeter o tema à aprovação popular. Cientistas acreditam que as células-tronco podem ser a chave para tratamento de doenças, incluindo Mal de Parkinson e diabete. Divergências Até agora, a Suíça, que é líder mundial em pesquisa médica e farmacêutica, não permite a pesquisa com embriões humanos. Na Suíça, o governo, universidades e a indústria farmacêutica estão pedindo apoio para a pesquisa com células-tronco de embriões humanos. Eles dizem que a Suíça, que tem uma longa tradição de pesquisa médica, não deve ser deixada de fora de área tão importante. No entanto, a Igreja Católica, o influente Partido Verde suíço e grupos de medicina ética se opõem à legislação. Muitos dizem que as alegações de que a pesquisa com células-tronco pode curar doenças estão dando falsas esperanças às pessoas e sugerem que a clonagem será o passo seguinte na Suíça. Na realidade, a proposta é restrita. Pesquisa seria permitida apenas em células de embriões com menos de sete dias, que tinham sido coletados para tratamento de fertilização e que deveriam ser jogados fora. Outros países já aprovaram leis mais abrangentes sobre o tema, mas os suíços estão divididos. Para muitos, a pesquisa com embriões humanos é muito mais do que uma questão econômica e científica. Para estes, a questão levanta perguntas sobre qual é a melhor maneira de valorizar a vida humana. |
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