|
Células-tronco podem reparar coração, diz estudo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pesquisadores americanos disseram que uma técnica terapêutica com células-tronco pode ajudar a reparar corações de pacientes cardíacos. Os cientistas, da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, estudaram 20 pacientes com problemas no coração. Eles descobriram que aqueles que tiveram células-tronco injetadas nas partes danificadas do órgão foram capazes de bombear mais sangue do que os que foram tratados apenas com cirurgia. O professor Robert Kormos, da equipe de pesquisadores, disse que a descoberta pode revolucionar o tratamento. Estudos anteriores haviam revelado o potencial das células-tronco de ajudar no crescimento do músculo cardíaco e das artérias. Este é o primeiro estudo que demonstra na prática esse potencial. Células-tronco são células imaturas que podem ser programadas para crescer em diferentes tipos de tecido, como, por exemplo, o do músculo cardíaco. Todos os pacientes envolvidos no estudo sofriam de problemas cardíacos graves. Isso quer dizer que seus corações não eram capazes de bombear sangue eficientemente. Os pesquisadores observaram a fração de ejeção dos pacientes – um índice usado para medir o desempenho do coração, determinado pela quantidade de sangue bombeada pelo ventrículo esquerdo. Uma pessoa saudável tem fração de ejeção de 55%. Quando as pesquisas começaram, todos os pacientes tinham fração de ejeção inferior a 35%. Todos receberam pontes de safena. Durante a cirurgia, um grupo selecionado recebeu também dois tipos de células-tronco retiradas dos ossos do quadril dos pacientes. As células foram injetadas nos locais onde o coração estava danificado, sendo feitas entre 25 a 30 aplicações em cada indivíduo. Seis meses mais tarde, o grupo que havia recebido as aplicações apresentava uma média de fração de ejeção de 46,1%. Os que receberam apenas as pontes de safena apresentavam média de fração de ejeção de 37,2%. O tratamento não pareceu provocar efeitos colaterais, como batimentos cardíacos anormais, por exemplo. O professor Kormos disse que os estudos estimulam os pesquisadores a investir mais agressivamente na terapia com células-tronco. “Ela vai revolucionar nossa abordagem, que é em grande parte paliativa, para se tornar verdadeiramene regenerativa”, disse. O doutor Amid Patel, também da equipe da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburg, apresentou os resultados do estudo na reunião da American Association for Thoracic Surgery (Associação Americana para Cirurgia Torácica) em Toronto, no Canadá. A pesquisa prossegue, agora com 40 pacientes. Um outro estudo, com pacientes cardíacos que não podem ser operados, está sendo realizado. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||