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Sarkozy vai liderar partido de Chirac | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro das Finanças da França, Nicolas Sarkozy, que está deixando o cargo, deve se tornar o líder do partido do presidente francês, Jacques Chirac, o UMP, neste domingo. Ele substituirá Alain Juppe, aliado de Chirac, e que foi julgado culpado de envolvimento em um escândalo financeiro no partido. Sarkozy é visto como um homem ambicioso, que poderá usar o cargo para construir apoio para uma possível candidatura à Presidência da França em 2007, em oposição a Chirac, seu antigo mentor. Sarkozy é um dos políticos mais populares da França. 'Protegido' Os jornais franceses estão chamando a conferência da União para o Movimento Popular, de centro-direita, de a coroação ou unção de Sarkozy, e eles só estão fazendo uma meia-brincadeira. O "Show de Sarko", como diz a manchete de um jornal, será a conferência mais cara já feita por um partido político na França, com a maior parte do dinheiro sendo aplicado em apresentações brilhantes, no estilo americano. A audácia do evento – e seu planejamento meticuloso – é vista na França como algo típico de Sarkozy. Ele é carismático, tem pressa de chegar ao topo, e não faz segredo disso. Filho de um imigrante húngaro, ele foi bem-sucedido em dois dos postos mais difíceis, como ministro do Interior e como ministro das Finanças, posto que ocupou até segunda-feira. Sarkozy já foi percebido como um protegido de Chirac, mas agora se tornou aparentemente em um rival que não pode ser interrompido. Ele conseguiu até mesmo dividir o UMP entre aqueles que continuam fiéis a Chirac e, aparentemente, um grupo muito maior e mais jovem que vê Sarkozy como a sua melhor esperança de ganhar as eleições presidenciais novamente em 2007. As crenças políticas de Sarkozy são tão difíceis de definir quanto ele próprio, que raramente está fora das telas ou das primeiras páginas no país, uma onda hiperativa de energia. Na economia, ele mostrou uma mistura de protecionismo com uma dose de pensamento liberal inesperado, dizendo aos franceses que eles não deveriam temer o sucesso econômico e estimulando-os a trabalhar mais. Como ministro do Interior, ele foi duro em relação a crime, mas liberal em muitas questões sociais, e acredita que a França deve fazer mais para promover minorias étinicas e integrar sua grande população muçulmana. |
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