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Atualizado às: 18 de novembro, 2004 - 16h12 GMT (14h12 Brasília)
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História dirá quem está certo sobre o Iraque, diz Chirac
O primeiro-ministro britânico Tony Blair (esquerda) e o presidente francês Jacques Chira
Os dois líderes se desentenderam sobre a guerra do Iraque
O presidente francês, Jacques Chirac, disse que o Iraque permanece sendo um ponto de discórdia com a Grã-Bretanha.

"Quem está certo ou errado, a história vai dizer", disse Chirac, na entrevista coletiva durante o primeiro dos dois dias de encontro com o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, em Londres.

Apesar disso, o presidente francês disse que os dois países estão "unidos em vários assuntos".

Na entrevista, Blair procurou ressaltar os pontos em que os dois países têm a mesma opinião, embora também tenha admitido que existem diferenças quando o assunto é Iraque.

O premiê britânico procurou ressaltar as áreas onde existe cooperação entre os dois países, como a África, o Afeganistão, os Bálcãs e o Irã.

Segurança

Sobre as diferenças de postura a respeito do Iraque, Chirac disse que uma "diplomacia conjunta" entre a França e a Grã-Bretanha não significa que não existam desentendimentos ocasionais.

A visita acontece após um período em que os dois países divergiram a respeito de vários assuntos, incluindo a guerra do Iraque, e marca as comemorações do acordo conhecido como "Entente Cordiale".

O acordo pôs fim a séculos de desavenças entre França e Grã-Bretanha.

Na quarta-feira, Chirac havia dito não estar convencido de que o mundo estaria mais seguro após a derrubada do líder iraquiano Saddam Hussein.

Estímulo

O governo britânico reconheceu as diferenças entre os dois países sobre a guerra do Iraque, mas disse que ambos estão trabalhando juntos novamente.

Entre os assuntos discutidos, devem constar a União Européia, o Iraque, a futura presidência britânica do G-8, mudanças climáticas e uma cooperação na África e no Afeganistão, segundo o porta-voz de Blair.

Em uma entrevista à BBC na quarta-feira, Chirac sugeriu que a situação no Iraque estimulou um aumento no terrorismo.

Ele também disse que qualquer intervenção no Iraque deveria ter acontecido através da Organização das Nações Unidas (ONU).

"De certa forma, a partida de Saddam Husseim foi algo positivo", disse Chirac, quando questionado se o mundo estaria mais seguro agora, como vem dizendo o presidente americano, George W. Bush.

"Mas isso também provocou reações como a mobilização em vários países de homens e mulheres islâmicos, que tornaram o mundo mais perigoso", disse ele.

"Não há dúvida de que houve um aumento no terrorismo e uma das origens tem sido a situação no Iraque", disse ele.

Quando questionado se sua posição sobre enviar soldados ao Iraque havia mudado, ele disse: "Do jeito em que a situação se encontra, não posso imaginar tropas francesas no Iraque".

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