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Iraque e Oriente Médio dominam reunião de Bush e Blair | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, chegou a Washington para a primeira visita de um líder estrangeiro aos Estados Unidos desde a reeleição do presidente americano, George W. Bush, há dez dias. A situação no Iraque e o processo de paz no Oriente Médio devem dominar a agenda de discussões entre os dois, que tiveram um jantar informal nesta quinta-feira à noite. O premiê britânico, um aliado fiel do presidente americano, está enfrentando críticas em seu país por causa de seu apoio a Bush, mas insiste que a Grã-Bretanha não pode alcançar seus objetivos na política externa sem ter o apoio dos Estados Unidos. A questão do Oriente Médio, que já era considerada um dos temas principais de discussão nesta visita de Blair a Washington, ganhou mais destaque depois da morte do líder palestino Yasser Arafat. Fonte de insatisfação A expectativa é que Blair pressione Bush a se envolver mais na busca de uma solução pacífica para o conflito entre israelenses e palestinos. “A coisa mais importante é assegurar que nós demos novo alento ao processo de paz, porque os palestinos vivem uma situação muito difícil, (e) os israelenses vivem uma situação muito difícil porque enfrentam atividades terroristas”, disse Blair em uma entrevista recente a uma rede de TV britânica. “Paralelamente, temos uma situação em que (o Oriente Médio) é uma imensa fonte de insatisfação e descontentamento no mundo e, por isso, é importante que nós lidemos com isso.” Nos últimos dois dias, manifestantes se reuniram em frente ao Parlamento britânico em Londres para manifestar seu repúdio ao envolvimento da Grã-Bretanha no Iraque. Por sua vez, alguns parlamentares criticaram duramente Blair por sua decisão de ter enviado tropas para o centro do Iraque para ajudar soldados americanos, envolvidos em confrontos com grupos armados na região. O premiê alega que a decisão não foi política e sim militar e ressaltou que o primeiro-ministro iraquiano, Ayad Allawi, pediu a realização da atual ofensiva na cidade de Falluja para garantir a realização de eleições no país como previsto, em janeiro. |
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