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Olimpíadas de Atenas custaram quase o dobro do previsto | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo da Grécia anunciou que os Jogos Olímpicos deste ano custaram um total de US$ 11,5 bilhões (R$ 32,4 bilhões), quase o dobro do que foi previsto originalmente. Segundo o ministro das Finanças grego, Giorgios Alogoskoufis, este valor não é definitivo e não inclui o que se gastou para promover grandes melhorias na infra-estrutura do país, como a construção de um novo aeroporto, estradas e ferrovias. O custo maior do que o previsto se deveu sobretudo a atrasos na construção dos estabelecimentos olímpicos e do aumento dos gastos com segurança motivados principalmente pelos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. Com esses números, Atenas quebrou todos os recordes de gastos em uma Olimpíada, no momento em que o Comitê Olímpico Internacional afirma estar tentando reduzir o tamanho do evento e os custos envolvidos em sua promoção. Burocracia A estimativa de gastos original, feita pelo governo socialista que foi afastado do poder nas eleições que antecederam os jogos, era de cerca de US$ 6 bilhões. Mas atrasos devidos à burocracia e disputas políticas levantaram a possibilidade de que as obras não fossem terminar a tempo. Para evitar o vexame, os organizadores promoveram um esforço concentrado nas vésperas da abertura dos jogos, o que levou a um considerável aumento de custos. Além disso, o orçamento para medidas de segurança teve de ser decuplicado após os ataques a Nova York e Washington – de US$ 125 milhões passou para US$ 1,3 bilhão. Mas Alogoskoufis disse que no balanço os jogos foram um investimento para o país e os gregos devem se orgulhar de terem promovido a competição. No final, afirmou Alogoskoufis, o total gasto no evento não vai ser um fardo muito sério para as finanças nacionais gregas. |
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