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Déficit da Grécia dispara com Olimpíadas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Grécia enfrenta um significativo aumento do déficit público devidos aos custos incorridos na realização das Olimpíadas de 2004. Segundo o primeiro-ministro Costas Karamanlis, o déficit vai chegar neste ano a 7 bilhões de euros (R$ 25 bilhões), o equivalente a 5,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Karamanlis acusou o governo anterior por ocultar dados que revelariam a verdadeira situação da economia grega. “Uma grande parte dos gastos com as Olimpíadas, gastos sociais e outros não foram incluídos no Orçamento”, disse Karamanlis. “A dívida pública ultrapassa até mesmo as estimativas mais pessimistas.” Pacto Os 5,3% de déficit público representam quase o dobro do limite estipulado pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento, que rege os países que adotaram o euro. O pacto prevê que o déficit público dos integrantes da zona do euro não pode passar de 3%. Antes das eleições de março, o governo socialista – que acabaria deixando o poder – havia previsto que o déficit grego seria de 1,2% em 2004. Os Jogos de Atenas devem ficar como os mais caros da era moderna. A capital grega teve que arcar com um custo maior que o originalmente esperado na área de segurança devido aos temores criados pelos atentados de 11 de setembro de 2001. Os gastos nesta área foram, em 2004, cinco vezes maiores que os incorridos por Sydney nas Olimpíadas de 2000. Além disso, boa parte das instalações olímpicas tiveram que ser completadas com um esforço concentrado de última hora, o que aumentou seus custos. |
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