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Israel também precisa mudar, diz José Dirceu | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, afirmou que o processo de paz no Oriente Médio só será retomado se o governo israelense mudar a sua atitude em relação aos palestinos. "Acredito que não tenham que acontecer mudanças apenas na Autoridade Palestina, (mas) também em Israel", disse Dirceu, no Cairo, pouco antes de embarcar para o Brasil. O ministro respondia a uma pergunta da BBC Brasil sobre como a morte do líder palestino Yasser Arafat poderia influenciar nas negociações no Oriente Médio. Dirceu afirmou, no entanto, que a morte gerou "uma expectativa do mundo" de que o processo seja reiniciado "porque também vai se definir uma nova liderança palestina". Apoio O ministro-chefe da Casa Civil veio representar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no funeral de Arafat. Para Dirceu, quanto mais rápido for retomado o processo, "melhor para o mundo", porque a paz entre palestinos e israelenses, segundo ele, pode ter "efeito em cadeia" sobre todo o Oriente Médio. "Vamos todos trabalhar para uma retomada consistente do processo de paz", disse o ministro. Ele citou Estados Unidos, Rússia, União Européia e ONU como tendo papéis importantes nas negociações. Já o Brasil, segundo ele, vai manter a posição de apoiar a causa palestina nos termos defendidos pela ONU, ou seja, por meios pacíficos. Cúpula "O Brasil é um país que tem uma posição muito assentada em relação ao Oriente Médio, até porque nós temos uma grande comunidade árabe e uma comunidade judaica grande e influente, que convivem muito bem no nosso país." No final do dia, Dirceu foi a uma cerimônia de condolências oferecida a Arafat na sede da Liga Árabe. O ministro assinou o livro de condolências e, de acordo um assessor, teve uma conversa "muito amigável" com o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, sobre a reunião de cúpula América Latina-Oriente Médio, que deverá ser realizada no Brasil ainda neste ano. Neste sábado, a organização que reúne 22 países árabes deve realizar uma sessão especial em homenagem a Arafat. |
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