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Vaticano abre 'arquivos secretos' sobre a Inquisição | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Vaticano decidiu abrir mais um de seus arquivos referentes à Inquisição, os tribunais civis e religiosos que tentaram exercer controle sobre as crenças religiosas na Europa. Um porta-voz do Vaticano disse que o novo projeto vai ajudar a elucidar o controle de idéias religiosas na Europa medieval e moderna. Documentos sobre a Inquisição, guardados em arquivos privados e estatais, vão ser catalogados, comparados e disponibilizados para acadêmicos de todo o mundo. Há quatro anos, o papa João Paulo 2º pediu perdão pelas injustiças, torturas e execuções cometidas em nome da Inquisição. Atualmente Não é comum para o Vaticano se engajar em projetos que possam macular a história da Igreja. Desta vez, a Igreja espera que as informações reveladas contribuam para ajudar acadêmicos e trazer luz a um dos períodos mais controversos de seu passado. Tribunais da Inquisição na Itália e na Espanha investigaram alegações de heresia e bruxaria, sentenciando cerca de 50 mil pessoas à morte na fogueira. Os tribunais inquistórios foram criados pelo então papa no século 13, atingiram o auge de seu poder durante a Reforma protestante, no século 16, e sobreviveram como um departamento do Vaticano até o início do século 20. Atualmente, o órgão se chama Congregação para a Doutrina da Fé. O departamento ainda investiga alegações de heresia, sob o comando do cardeal alemão Josef Ratzinger, um dos mais próximos conselheiros do papa. |
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