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Atualizado às: 04 de novembro, 2004 - 10h51 GMT (07h51 Brasília)
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Cientistas recriam creme facial da Roma Antiga
Creme romano (Foto: EC Harris)
Creme é composto de amido, estanho e gordura animal refinada
Um creme cosmético para o rosto utilizado pelas mulheres da Roma Antiga foi analisado e, em seguida, recriado por cientistas da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha.

De acordo com os pesquisadores, o creme era utilizado pelas mulheres para dar uma "aparência clara e atraente".

Os resultados da análise dos ingredientes do creme base, composto por gordura animal refinada, amido e estanho, foram publicados na revista Nature.

O creme foi encontrado em uma pequena lata durante escavações realizadas no ano passado em um sítio arqueológico em Southwark, no sul de Londres.

Ao recriar o creme, os cientistas aplicaram a base esbranquiçada na pele e observaram que a substância formou uma camada branca com uma textura lisa.

Os pesquisadores afirmam que o efeito foi provocado pelo amido, que ainda hoje é utilizado com esse objetivo nos cosméticos modernos.

2 mil anos

"(O creme) tem esse componente óxido de estanho, que parece um pigmento. É um material inerte e, quando você aplica na pele, fica branco", afirma Richard Evershed, professor de biogeoquímica da Universidade de Bristol.

Os cientistas afirmam que as propriedades não-tóxicas do estanho teriam sido um fator positivo porque os riscos do chumbo para a saúde começaram a ser identificados no segundo século depois de Cristo.

Tabard Square (Foto: EC Harris)
Creme foi encontrado em sítio arqueológico no sul de Londres

"A pintura facial branca era moderna na Roma Antiga e normalmente sua cor era derivada de um composto de chumbo", diz Evershed. "Um composto de estanho teria sido um substituto aceitável e muito comum na Cornuália."

"Acho que provavelmente estamos lidando com uma coisa muito sofisticada", afirma Francis Grew, curador de arqueologia do Museu de Londres e co-autor do artigo publicado na Nature.

"Nós sabemos, a partir de referências históricas, que as mulheres das classes mais altas em particular aparentemente passavam horas cuidando da maquiagem com seus cosméticos", diz Grew.

O recipiente de metal decorado, com seis centímetros de largura e quatro de altura, foi descoberto em um cano no complexo de um templo conhecido como Tabard Square.

Marcas deixadas pelos dedos da pessoa que utilizava o creme ainda estavam visíveis na tampa e no pote do creme de aproximadamente 2 mil anos.

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