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Projeto europeu 'ressuscita' sítios arqueológicos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As visitas com áudio-guias a monumentos históricos e sítios arqueológicos estão prestes a ser substituídas por um minicomputador que geram imagens capazes de devolver vida a esses locais. O projeto Lifeplus, financiado pela União Européia, promete oferecer aos visitantes de lugares como a cidade de Pompéia, na Itália, a oportunidade de ter uma idéia de como viviam os seus moradores. A tecnologia, conhecida como "realidade ampliada", permite que personagens e outros elementos gerados por computador sejam inseridos nas áreas de visitação e passeiem livremente aos olhos dos turistas. Engenheiros e pesquisadores da Sociedade de Tecnologia e Informação da União Európéia apresentaram um protótipo do sistema a ser utilizado. Equipamento Ele vai exigir que o visitante use um aparelho na cabeça, acoplado a uma minicâmera, e uma pequena mochila com um computador sobre as costas.
A câmera capta as imagens do local e as transmite para o computador, onde um software combina o que o visitante está vendo na realidade com elementos virtuais animados. Em Pompéia, por exemplo, o turista poderá não somente apreciar os afrescos, tavernas e casas que foram descobertas em escavações, como também verá os habitantes virtuais em seus afazeres de rotina. Cinema e games A realidade ampliada já foi usada para criar efeitos especiais em games e em filmes como Tróia e O Senhor dos Anéis. "Essa tecnologia agora pode ser aplicada em muitas outras utilidades", diz a cientista Nadia Magnenat-Thalman, do grupo de pesquisa suíço MiraLab, ligado ao projeto. "Pela primeira vez, somos capazes de executar essa combinação de processos de softwares para criar pessoas com roupas, cabelo e pele aceitáveis, e que andam e falam em tempo real." Diferente da realidade virtual, que produz uma imagem inteiramente gerada por computador, o projeto Lifeplus se baseia na combinação de elementos reais e virtuais. O software capaz de realizar a proeza foi desenvolvido por uma empresa britânica, a 2d3. Segundo Andrew Stoddart, cientista-chefe da companhia, o projeto da União Européia foi resultado de um novo desejo de dar vida ao passado. "A popularidade de documentários e dramatizações para a TV que usam imagens geradas por computador para recriar cenas da História demonstra o forte apelo generalizado de se ressucitar antigas civilizações", disse Stoddart. |
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