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Possíveis sucessores de Arafat incluem velha guarda e líderes jovens | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Yasser Arafat sempre foi cuidadoso, durante sua longa carreira, em não indicar um sucessor. Como muitos outros líderes árabes, ele toma cuidado com rivais e até mesmo seus mais próximos aliados são mantidos, geralmente, em rédeas curtas. A morte de Faisal Husseini em junho de 2001 reforçou a impressão de que a velha guarda dos líderes palestinos estão, gradualmente, saindo de cena. Já que Arafat é agora uma figura frágil, a especulação sobre quem um dia irá lhe substituir é inevitável. Candidatos Possíveis candidatos caem em duas principais categorias. Há os homens mais velhos, que trabalharam com Arafat por um longo tempo, e figuras mais jovens que se destacaram mais recentemente. Aqueles na primeira categoria trabalharam com a Organização para Libertação da Palestina (OLP), a base do movimento palestino, durante seus longos anos no exílio na Jordânia, no Líbano e na Tunísia.
Há pessoas em que Arafat confia, mas palestinos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza tendem a considerá-los como "pessoas de fora". Eles são, algumas vezes, apelidados de "tunisianos" e alguns deles são acusados de corrupção. Nessa categoria estão: Ahmed Korei (mais conhecido como Abu Ala): o primeiro-ministro palestino e figura envolvida de perto nas negociações secretas que levaram ao acordo de paz de Oslo com Israel em 1993. Mahmoud Abbas (Abu Mazen): outro moderado que tem negociado, frequentemente, com os israelenses. Nabil Shaath: um ex-empresário e atual ministro das Relações Exteriores. Yasser Abed-Rabbo: antigamente membro de uma das facções de esquerda e agora é alta autoridade da OLP. Na segunda categoria, estão as "pessoas de dentro", homens jovens que permaneceram nos territórios ocupados enquanto a OLP estava no exílio. Eles têm raízes mais fortes do que os "tunisianos" e sentiram o primeiro gosto da liderança local durante a primeira intifada (revolta contra Israel) no final da década de 80. Eles incluem: Mohammed Dahlan, ex-chefe de segurança da Faixa de Gaza. Jibril Rajaoub, seu colega na Cisjordânia. Ambos apoiaram e discordaram de Arafat, mas ainda são influentes e têm experiência considerável para lidar com os israelenses. Os dois são considerados pragmáticos.
Um outro líder local que se destacou durante a atual intifada é Marwan Barghouti. Ele era o líder da organização política de Arafat, Fatah, na Cisjordânia. Muitos acreditam que ele é o político mais popular depois de Arafat. Barghouti está, atualmente, em uma prisão israelense servindo cinco prisões perpétuas. Ele era um forte partidário do acordo de paz de Oslo e era contra os ataques a civis israelenses dentro de Israel. Depois do início da atual intifada, em 2000, ele se tornou mais militante. Agora, ele apoia o plano de desmantelamento de Ariel Sharon o descrevendo como uma "grande conquista" da intifada. |
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