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Vitória do medo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Na última semana da campanha, todas as pesquisas confirmam o crescimento do senador Kerry. Cresceu pouco, mas cresceu, e os dois candidatos, estão mais empatados do que nunca. O número de indecisos continua caindo. As duas novidades foram a presença de Bill Clinton nos palanques e o sumiço de explosivos no Iraque. O massacre dos soldados iraquianos recém-treinados também mereceu destaque na impressa americana, não só pela tragédia, mas também pelas críticas do primeiro-ministro responsabilizando os americanos. É impossível quantificar o impacto de Bill Clinton ou dos desdobramentos do Iraque neste final de campanha, mas, desde segunda-feira, os comícios do senador se concentram em ataques ao presidente Bush no Iraque. Num dos discursos, ele só falou três minutos sobre questões domésticas. Os republicanos não deixam por menos. Os ataques do presidente Bush ao senador não têm precedentes nas eleições recentes americanas. Nem Richard Nixon, considerado o mais sombrio e implacável dos presidentes, atacava tanto seus adversários em público. Deixava a agressão para o vice e seus secretários. Nos comícios dos candidatos, os ataques são os momentos que provocam mais reações dos partidários, tanto democratas como republicanos. O senador é acusado de fraco e indeciso. O presidente, de arrogante e incompetente. Ambos levariam o país à tragédia. Nem o presidente nem o senador explicam como vão sair ganhando desta guerra do Iraque ou eliminar o terror. Faltando apenas cinco dias para a eleição, o apelo ao medo é muito mais forte do que a razão. |
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