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Fogo do Vietnã | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Iraque explode, seqüestra e corta cabeças, mas o fogo que queima os americanos esta semana vem, de novo, do Vietnã. Durante as primárias e a convenção democrata, o servico militar do senador foi usado e abusado como contraste com o serviço do presidente Bush na reserva da força aérea. Deu certo até o momento que os marqueteiros republicanos, com filmes e comerciais, questionaram e re-editaram o passado do senador. Esta semana, o foco desta guerra é a Sinclair Broadcasting, proprietária da maior rede de estações de televisão do país. Há duas semanas, anunciaram que iriam colocar no ar o documentário Stolen Honor (Honra Roubada). Nele, o jovem John Kerry aparece no Senado acusando os americanos de atrocidades no Vietnã. A tese essencial do filme é que o depoimento do candidato democrata humilhou os americanos e prolongou a guerra por mais dois anos, até 1973. Desta vez os democratas reagiram depressa. Advogados entraram com processos contra a Sinclair, anunciantes suspenderam comerciais, acionistas venderam ou ameaçam vender ações e grupos ameaçaram com boicotes. As ações da empresa caíram quase 20% em dez dias e a Sinclair já recuou. Em vez do documentário inteiro anunciou que vai mostrar apenas um trecho dele num numero mais reduzido de estações. A rede Sinclair é uma das mais politizadas do país, sempre ao lado dos republicanos, com material editorial e dólares para as campanhas. Agora está em apuros. Durante esta briga, os advogados vasculharam a empresa e agora acusam os donos de informação privilegiada. Eles teriam vendido todas ou a maioria de suas ações às escondidas. |
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