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'Os Incríveis' segue tradição de humor da Pixar | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O longa animado Os Incríveis, novo lançamento da produtora Pixar/Disney, traz o humor, os personagens marcantes e os esplendor visual de outros sucessos da marca, como Procurando Nemo e Toy Story. O filme conta a história de um supercasal e seus filhos e é extremamente divertido. O chefe da família é o super-herói Bob, o Senhor Incrível (dublado pelo ator Craig T. Nelson). Sua mulher se chama Mulher-Elástica e tem a voz de Helen, que ganhou o Oscar de Melhor Atriz em 1998. Eles levam uma alegre vida dedicada ao combate ao crime até que uma série de ações na Justiça torna impossível realizar o trabalho de super-herói. Os Incríveis só estréia em 5 de novembro nos Estados Unidos, mas está sendo exibido nesta quarta-feira em uma sessão especial no Festival de Cinema de Londres. Tédio Depois de anos vivendo um estado de relutante aposentadoria, os dois criam seus filhos em um monótono bairro suburbano. Mas Bob se sente aborrecido com a vida levada por um sujeito normal e não consegue resistir quando lhe oferecem a oportunidade de uma volta clandestina às façanhas heróicas. Mas a volta logo se transforma em uma fonte de problemas para toda a família Incrível.
Isto não é ruim, pois a história permanece nova e interessante por bastante tempo. Mas as partes finais do filme se entendem um pouco demais, e as pouco claras batalhas finais descambam para um caótico festival de gritos e explosões. Mas a ação é sempre coreografada com meticulosidade, e o filme nunca deixa de ser muito bom de assistir. Humor negro O tom é mais sombrio do que se costuma esperar dos filmes da Pixar, avançando rumo ao humor negro de Shrek. Certamente o filme é menos “botinitnho” que Procurando Nemo, e felizmente livre do sentimentalismo escancarado que normalmente marca os longas animados da Disney.
O humor é afiado como em qualquer outro filme do gênero. Há vários momentos de puro deleite, incluindo uma cena onde uma excêntrica guru da moda demonstra de forma viva (e convincente) por que capas são acessórios tão pouco práticos para super-heróis. É uma seqüência que exemplifica o tom heterodoxo que de fato destaca o humor deste filme. E as piadas atingem um ponto perfeito para divertir as crianças sem aborrer os adultos. O filme pode não ter nenhum personagem em particular que vá se mostrar inesquecivel em anos vindouros, nem mesmo Síndrome, o vilão hiperativo que tem a voz de Jason Lee. Mas se trata de fato de um conjunto de performances, em particular quando os superfilhos do casal começam a se integrar à história. Os autores do filme emprestam elementos com liberalidade de uma diversidade de fontes, desde James Bond aos X-Men. Mas eles evitam cair na armadilha de exagerar nas piadas auto-referenciais, e, apesar de tratar de temas velhos, o filme parece extremamente original. A estréia de Os Incríveis no Brasil está marcada para 10 de dezembro. |
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