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Atualizado às: 27 de outubro, 2004 - 09h51 GMT (06h51 Brasília)
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Analistas temem eleição nos EUA confusa como em 2000

Urna eletrônica na Flórida
Problemas na votação podem acabar sendo decididos na Justiça
No ano 2000, demorou mais de 40 dias depois das eleições para que os americanos ouvissem, só no dia 13 de dezembro, o democrata Al Gore admitir sua derrota, e o presidente Bush anunciar a vitória nas eleições presidenciais realizadas em 2 de novembro.

Com o resultado das eleições prometendo ser apertado e os diversos problemas e acusações que já estão acontecendo, analistas temem que a novela se repita neste ano.

"A grande dificuldade é que a disputa vai ser muito acirrada. Nós ainda estamos corrigindo os problemas que foram percebidos em 2000 e já estamos caminhando para outra disputa amarga", diz Doug Chapin, diretor do site Electionline, publicado pelo Projeto de Informação sobre Reformas Eleitorais (órgão que monitora esse tipo de reformas nos Estados americanos).

O Partido Democrata anunciou que terá 10 mil advogados de prontidão para acompanhar a votação e a apuração. Apesar disso, o partido afirma que não espera as mesmas controvérsias da última eleição presidencial.

"Não acho que vamos ter os mesmos problemas do ano 2000 porque estamos muito mais preparados e alertas. Na época, estávamos em uma situação nova e ninguém sabia direito como reagir aos problemas. Neste ano, estamos prontos para garantir o direito de todos os cidadãos ao voto", diz o secretário de imprensa do Partido Democrata, Tony Welch.

Já Robert Trimer, conselheiro sênior do Partido Republicano, acusa o Partido Democrata de ter a intenção de "atolar os tribunais de processos" para "reverter na Justiça a vontade de povo".

Vitória

Apesar do temor de novos problemas, os republicanos também dizem que estão otimistas de que o caos de 2000 não vai acontecer neste ano.

"O presidente Bush vai ter uma vitória decisiva na terça-feira e vai partir para um novo mandato", afirma Trimer.

A maioria dos analistas, no entanto, concorda que a eleição deste ano deve ter um resultado apertado e poucos arriscam prever um vencedor com bases nas atuais pesquisas de opinião, a maioria delas mostrando empates técnicos ou pequenas vantagens de Bush.

Uma das possinibilidades levantadas pelos analistas é a de Kerry acabar levando as eleições no colégio eleitoral, mas não ganhar no voto popular, como aconteceu com George W. Bush em 2000.

"Se Kerry ganhar assim, certamente vai haver um gosto bom de revanche para os democratas", diz o vice-presidente da Consultoria Stonebridge, de Washington, Joel Velasco. "Mas acho que vai ficar claro que algum tipo de mudança tem de acontecer no sistema eleitoral do país."

Mudanças

Velasco defende mudanças moderadas, com a federalização das eleições – que hoje são promovidas com regras diferentes em cada Estado – e alguma reforma "no colégio eleitoral, que evite estes problemas, mas sem acabar com o sistema".

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EUA têm regras específicas para votos enviados pelo correio

Neste ano, o consultor diz acreditar que os democratas vão estar atentos principalmente à "intimidação de eleitores".

O partido afirma que, em 2000, os republicanos adotaram essa tática na Flórida, principalmente contra as minorias, que tendem a votar em democratas.

"Acho que esta vai ser uma tecla em que os democratas vão bater muito", comenta Velasco.

Para o consultor, os republicanos devem reclamar principalmente da introdução de urnas eletrônicas – que não permitem a recontagem de votos – em diversos Estados do país.

Identificação

Doug Chapin acrescenta que disputas quanto à exigência de identificação dos eleitores também podem acabar provocanco grandes disputas na Justiça.

"Não são claras as regras a respeito de que tipo de identificação um eleitor tem de apresentar para votar. Se muita gente for barrada, os advogados vão ter uma boa base para apresentar ações", diz Chapin.

Os eleitores que por algum motivo chegam à urna, mas são impedidos de votar – porque, por exemplo, não constam do livro de registros – podem fazer um voto provisório.

Este voto fica em um envelope separado e, em geral, fica de lado – assim como aqueles votos enviados pelo correio – quando a disputa tem um vencedor claro no Estado.

Mas, neste ano, qualquer voto pode ser decisivo e muitos destes envelopes podem acabar indo parar no meio de disputas judiciais.

Em entrevistas exibidas na televisão, o ator Tim Robbins, que faz campanha para o Partido Democrata, aconselhou: "Você, que por algum motivo for impedido de votar, peça um envelope para o voto provisório. Deixe que depois os advogados resolvem isso".

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