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Atualizado às: 05 de outubro, 2004 - 15h30 GMT (12h30 Brasília)
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Brasil é 'importante candidato' a Conselho da ONU, diz Powell
Colin Powell, na Câmara Americana de Comércio em São Paulo
Secretário dos EUA evitou apoiar abertamente candidatura brasileira
O secretário de Estado americano, Colin Powell, afirmou nesta terça-feira que o Brasil é um "candidato importante" a uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Em visita à Câmara Americana de Comércio, em São Paulo, Powell comentou a campanha brasileira por reformas no Conselho de Segurança para a entrada de novos membros permanentes e disse: "O Brasil teria de ser visto como um importante candidato".

O secretário americano, no entanto, se negou a apoiar abertamente a candidatura brasileira, como já fizeram antes Grã-Bretanha, França e Rússia.

Uma comissão formada pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, vem estudando alternativas para reformar o Conselho de Segurança e o governo americano tem afirmado que aguarda as recomendações para definir a sua posição sobre novas candidaturas.

Reformas

Atualmente, o Conselho de Segurança é composto por 15 membros: cinco permanentes (Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Rússia e China) e outros dez que se alternam – o Brasil ocupa atualmente uma dessas cadeiras rotativas.

O país tem se aliado a outros países, como Japão, Alemanha e Índia, que reclamam que o atual modelo da ONU engessa uma realidade ultrapassada do pós-Segunda Guerra, época da fundação das Nações Unidas.

Powell deixa São Paulo nesta terça-feira e, no fim tarde, se reúne com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

Antes de desembarcar em São Paulo, o secretário de Estado americano disse esperar que o Brasil permita que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) tenha mais acesso à tecnologia nuclear do país, mas deixou claro que não vê o programa nuclear brasileiro como uma ameaça.

"Nós não temos preocupação com o fato de o Brasil estar caminhando na direção de algo além do uso pacífico da energia nuclear, claro, e de produzir seu próprio combustível para suas usinas nucleares. Não há preocupação com proliferação, de nossa parte", disse Powell.

"Acreditamos que eles deveriam trabalhar com a AIEA para satisfazer a necessidade de verificação da agência."

Sem recusa

Quando perguntado sobre a recusa do Brasil em marcar uma data para que inspetores internacionais tenham o acesso que desejarem a suas instalações nucleares, Powell pareceu minimizar suas preocupações.

"O Brasil não se recusou a deixar os inspetores entrar nas instalações", disse o secretário americano. "Uma equipe da AIEA deverá chegar em cerca de duas semanas."

Para Rafael Duarte Villa, professor de relações internacionais do departamento de Ciências Políticas da USP, a visita de Powell deve funcionar como uma maneira de pressão para que o Brasil assine o protocolo adicional ao Tratado de Não-Proliferação Nuclear.

"Acredita-se que uma negativa brasileira pode estimular outros países, como o Irã, a aprofundar suas pesquisas no desenvolvimento de programas nucleares”, disse Villa à BBC Brasil.

O protocolo adicional daria mais liberdades para que a agência nuclear da ONU realize inspeções mais intrusivas e sem aviso prévio.

Cooperação

A questão delicada das inspeções nucleares provavelmente vai figurar menos nas conversações de alto nível do secretário de Estado americano do que comércio e cooperação no âmbito regional.

As relações entre os Estados Unidos e o Brasil melhoraram muito no último ano. Powell deu ao Brasil crédito pelo que chamou de seu importante papel de liderança no hemisfério e papel significativo também no cenário internacional.

O governo americano aplaude a habilidade diplomática do Brasil em aliviar a recente tensão política na Venezuela e o fato de o país recentemente ter assumido o controle da força de paz da ONU no Haiti.

Os americanos podem, no entanto, ter menor entusiasmo pela postura do Brasil em relação ao comércio, inclusive no que diz respeito às queixas do país por causa dos subsídios agrícolas nos Estados Unidos.

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