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E-mail usa eleições nos EUA para tirar dinheiro de internauta | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os americanos estão sendo alertados sobre um e-mail fraudulento que usa a campanha presidencial dos Estados Unidos para tirar dinheiro dos internautas. A mensagem eletrônica convida a pessoa a telefonar para um número para expressar apoio ao presidente americano, George W. Bush, ou para seu rival, o democrata John Kerry. A empresa BlackSpider, que filtra os e-mails, estima que quase 250 mil pessoas recebem tal mensagem todo dia. Estelionatários na internet já usaram os ataques de 11 de Setembro e a tragédia na escola russa de Beslan para conseguir dinheiro. Número 900 À primeira vista, a mensagem sobre a eleição presidencial parece legítima e afirma que foi enviada do endereço Lycos.com. Mas a BlackSpider disse ter traçado alguns dos e-mails para um servidor na República Checa. "Caro cidadão, a extremamente triunfante multidão em Bagdá pareceu justificar a crença do presidente George Bush de que a ação militar no Iraque foi a decisão certa", diz o e-mail. "Mas ainda há muitas questões quanto às evidências de armas de destruição em massa de Saddam", acrescenta o texto. A mensagem segue pedindo aos leitores que, se eles apóiam Bush, que liguem para um número que começa com 900. O texto diz que os votos serão enviados para as campanhas de Bush e Kerry. Na tentativa de convencer o internauta de que a mensagem é genuína, o e-mail aponta quem teria encomendado o levantamento. A ligação, diz o e-mail, custará US$ 1,99, "um preço baixo a pagar por uma democracia melhor". Legalidade "Essa é uma fraude relativamente nova", disse o CEO da BlackSpider, John Cheney. "A questão é: eles estão fora da lei? Na Grã-Bretanha, sim. Nos Estados Unidos, não." Mandar mensagens não solicitadas para e-mails pessoais é ilegal na Grã-Bretanha. Mas, nos Estados Unidos, as pessoas têm que fazer uma opção sobre o recebimento desses tipos de mensagens. "Sem dúvida, vamos ver mensagens como essa nas próximas eleições na Grã-Bretanha", prevê Cheney. |
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