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Digão, o irmão de Kaká, também quer brilhar no Milan | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Depois de acertar em cheio com a contratação do meia Kaká, o time italiano do Milan decidiu apostar agora no seu irmão, o zagueiro Digão. Ele chegou à Itália em fevereiro e, desde o mês passado, é o dono de uma das vagas de titular na zaga do Milan Primavera, o estágio imediatamente anterior à equipe profissional. Seu plano é um dia entrar em campo ao lado de Kaká vestindo a camisa dos gigantes milaneses. E ele diz que não teme a pressão criada pelo fato de ser irmão de um dos astros em ascensão do futebol mundial. “Acho natural que a cobrança exista”, afirma o zagueiro. “Ela funciona também como um incentivo.” Aprendizado Rodrigo Izecson dos Santos Leite tem 19 anos, mede 1,93 m e foi o criador do apelido de Kaká – quando era pequeno, não conseguia pronunciar direito o nome do irmão Ricardo. Agora, Digão troca figurinhas com Kaká a fim de aprender os segredos do calcio. “Ele me diz como os atacantes se movimentam, e eu explico a ele como os zagueiros se comportam”, diz Digão. “Quando cheguei, eu era ainda muito verde para o futebol italiano e tive que aprender muitas coisas.” Ele conta, por exemplo, que, quando começa o jogo, a ordem dos treinadores é não dar espaço “de jeito nenhum”. “Quando você pega a bola, já tem um te marcando e outro na sobra. Eles chegam duro, e você tem que chegar assim também.” Modelos Modelos para desenvolver seu aprendizado certamente não faltam na forte equipe milanesa, onde militam três dos mais conceituados zagueiros da atualidade: os italianos Maldini e Nesta e o holandês Jaap Stam. “Eles são foras-de-série, mas o Maldini é especial, pois além de ser um grande jogador é um campeão”, disse Digão. “No Brasil, gosto do Lúcio, que tem uma boa forma física, e do Edmílson, que é um pouco diferente, mais técnico, joga mais com a cabeça.” Na Itália, é normal que times grandes contratem jogadores promissores e depois os emprestem para equipes menores a fim de que ganhem experiência. Mas Digão desde já diz que não espera jogar contra o irmão, mas sim ao lado dele. “O meu pensamento é sempre jogar no Milan”, afirmou o zagueiro. “Se eu tiver que sair para jogar em clubes da série C ou B, não tem problema, acho que seria fundamental para o meu amadurecimento, mas sempre pensando em voltar para o Milan.” Adaptação O zagueiro diz que não encontrou dificuldades para se adaptar à vida no novo país. Ele já dirige por Milão, fala bem a língua italiana e vive com os pais nas redondezas do estádio de San Siro. Ele diz que nem o fato de estar sem namorada é um problema. “Estou contentíssimo aqui. Acho Milão parecida com São Paulo. Tem tudo, bons restaurantes e cinemas.” |
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