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Atualizado às: 24 de agosto, 2004 - 01h01 GMT (22h01 Brasília)
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Presidente do Chile e Lula defendem reforma da ONU

O presidente do Chile, Ricardo Lagos, e o presidente Lula
Presidentes também defenderam integração da América do Sul
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega chileno, Ricardo Lagos, disseram que a missão de paz no Haiti reforça a necessidade de mudanças no Conselho de Segurança da ONU.

"A missão da ONU (no Haiti), dirigida por um diplomata chileno e comandada militarmente por um general brasileiro, sublinha a importância de uma reforma da ONU que a torne mais representativa das realidades atuais", declarou Lula, no primeiro dia de sua visita oficial ao Chile.

"Nossa presença no Haiti e no Conselho de Segurança demonstra as tarefas comuns que Chile e Brasil se sentem no dever de assumir, de modo ético, na política internacional", afirmou Lagos.

"No Haiti, está em jogo a capacidade de demonstrar que nós, latino-americanos, somos capazes de responder às crises que surgem na região. Si nós não fizermos isso, outros vão fazer e atuar por nós", acrescentou.

Integração

Lula agredeceu a Lagos por ter reconhecido como legítimas as aspirações brasileiras de conseguir um posto permanente no Conselho de Segurança da ONU, mesmo que isso não implique necessariamente em um apoio formal às reivindicações do Brasil.

Lagos também fez elogios ao jogo da seleção brasileira de futebol contra o Haiti em Porto Príncipe, que, segundo ele, é uma “forma gentil de dizer: estamos (solidários) com vocês”.

O governo chileno expressou apoio ao plano de integração física da América do Sul, com o objetivo de ligar os oceanos Atlântico e Pacífico, e destacou a importância da aproximação política do continente.

“A América do Sul é nossa base geográfica, política e cultural para articular (a integração) com a América Central, México e Caribe, um todo latino-americano, onde a diversidade nos dá força para influir em um mundo cada vez mais global e desafiador”, disse Lagos.

Acordos

Brasil e Chile assinaram um acordo para impulsionar o comércio entre os dois países, mas as declarações de Lagos sobre o Mercosul priorizaram os aspectos políticos do bloco.

Apesar de ser membro associado do Mercosul, o Chile possui tarifas de importação muito mais baixas do que as do bloco e tem vários outros acordos de livre-comércio, entre eles com os Estados Unidos e a União Européia.

Por isso, não interessa ao país andino entrar como membro pleno do Mercosul, pelo menos por enquanto, já que isso significaria ter que aumentar suas tarifas de importação em cerca de 14%.

Em um comunicado conjunto, os governos do Chile e do Brasil disseram que “reafirmam a importância que atribuem à crescente vinculação entre os países da região e sua determinação de estreitar a relação institucional entre o Mercosul, a CAN (Comunidade Andina de Nações) e o Chile como base para a construção progressiva de uma comunidade sul-americana de nações”.

Além de promover o comércio, os dois países assinaram acordos para cooperação na pesquisa agropecuária – entre a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e o Instituto de Pesquisa Agropecuária do Chile – e na área social, criando um intercâmbio entre o Fome Zero e o seu correspondente chileno, o Chile Solidario.

Na terça-feira, o presidente abre o seminário “Como Fazer Negócios com o Brasil”, com a participação de empresários brasileiros e chilenos.

Lagos também levará Lula para visitar, nos arredores de Santiago, uma obra do programa Chile Solidario.

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