|
Após dar anistia, Iraque retoma a pena de morte | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo interino do Iraque anunciou que estava retomando a pena de morte no país para pessoas condenadas por homicídio, ameaça à segurança nacional ou tráfico de drogas. A medida não deixa claro se o ex-presidente Saddam Hussein pode ser condenado à morte em seu julgamento. A restauração da pena de morte foi anunciada apenas um dia depois que o governo do país ofereceu perdão a todos os "pequenos criminosos" que se entregarem dentro de 30 dias. Com as duas medidas, o governo iraquiano pretende cooptar a "pequena resistência" e punir mais fortemente os "grandes insurgentes". A pena de morte havia sido suspensa sob a ocupação americana. Visita surpresa O anúncio da medida coincidiu com a visita surpresa do primeiro-ministro do Iraque, Iyad Allawi, a Najaf neste domingo, acompanhado de alguns ministros. Ele pediu às milícias fiéis ao clérigo xiita Moqtada al-Sadr que desistam e saiam de Najaf rapidamente. Allawi por um lado estende a mão para Al-Sadr politicamente e por outro ameaça seus simpatizantes nas ruas da cidade. O primeiro-ministro chegou a pedir a Al-Sadr que concorra nas próximas eleições. "O processo político está aberto a todos aqueles que cumprem a lei", disse. No início de abril, Al-Sadr liderou uma rebelião que durou dois meses e chegou ao fim depois de uma série de tréguas e acordos. No sábado à noite, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, se ofereceu para mediar um cessar-fogo na cidade. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||