|
Polícia do Rio precisa mudar de imagem, diz subsecretário | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O subsecretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, Marcelo Itagiba, afirma que o governo estadual decidiu investir "pesado" em inteligência e equipamento para a polícia com o objetivo de recuperar a credibilidade perdida. A estratégia inclui a utilização de campanhas que destacam as atividades de sucesso dos policiais. Em entrevista à BBC Brasil, Itagiba diz que a polícia deve ter "o respaldo da sociedade para fazer o trabalho que precisa ser feito, e a sociedade tem se sentir protegida pela polícia". Para tentar conter as críticas aos policiais do Rio, principalmente as acusações de envolvimento com corrupção, o subsecretário afirma que o governo destinou recursos à investigação e ao combate de irregularidades. "Estamos combatendo fortemente os desvios de conduta que por ventura existam. Existe um trabalho a curto, médio e longo prazo. Recuperar a credibilidade é fundamental", disse Itagiba. Insegurança Apesar da queda de determinados índices de violência no Rio de Janeiro na comparação com o mesmo período de 2003, o subsecretário de Segurança concorda que a própria população ainda não sente os resultados dessa queda. "Estamos conseguindo a redução de vários tipos de crimes. Mas isso só não é suficiente. Temos que trabalhar com a sensação de insegurança", afirma. "Eu acho que existe uma banalização da violência em todo o país. Ou seja, hoje as pessoas não têm um freio social, e por não terem esse freio social cometem todo o tipo de crime, com um requinte de violência", diz Itagiba. "Isso, associado à forma como a imprensa aborda essas questões, cria nas pessoas uma sensação de insegurança subjetiva." Participação Para o subsecretário, o combate à violência passa pela aplicação mais rigorosa da lei e a participação da sociedade é fundamental no processo de transformação das polícias na busca por credibilidade. "Não basta a polícia prender. É necessário que a lei possa ser aplicada mais rapidamente para pequenos delitos, e possa ser aplicada em seu curso normal para os casos mais graves", afirmou. "Nós precisamos ter condições de aplicar essa lei de forma efetiva no âmbito municipal e também com a estadualizalização das leis de contravenções penais, para que os Estados tenham um instrumento pronto para poder reprimir certos atos sociais, e a lei penal, com poucos artigos e com penas pesadíssimas para quem ultrapassou esses primeiros estágios." "Precisamos fazer uma revolução legislativa nesse país, criando nas grandes cidades um freio social imposto pela própria legislação", conclui Marcelo Itagiba. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||